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Nono corte consecutivo da taxa básica de juros só deve ter efeito prático em 2021.

 

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) reduziu a taxa básica de juros da economia brasileira de 2,25% para 2%. Esse foi o nono corte seguido na Selic e deve contribuir para a retomada da economia.

 

Segundo Fernanda Consorte, economista-chefe do Banco Ourinvest, a taxa consolida o começo de uma nova era na economia do País. “O mundo de taxa de juros alta no Brasil aparentemente chegou ao fim. Estamos em um momento que requer muito estímulo monetário e fiscal, justamente, para apaziguar esses efeitos da crise do coronavírus”, diz.

 

Fernanda explica que os impactos da nova Selic não acontecem como um passe de mágica. “Normalmente, leva em média nove meses para a taxa básica de juros fazer efeito na economia. O que estamos sentindo atualmente já é resultado dessa política de cortes começada em 2019”, diz.

 

Os impactos da taxa de juros atual devem começar a surtir efeito prático em meados de 2021, mas a Selic, por si só, não será capaz de responder pelo estímulo necessário para impulsionar a retomada. “Estamos passando pela maior crise econômica que já enfrentamos, por conta do coronavírus. Por isso, além de estímulo monetário, ainda teremos necessidade de estímulos fiscais, que já estão acontecendo”, explica Fernanda.

 

A taxa básica de juros é um indicador importante para balizar a economia no quesito de estímulo à concessão de crédito com juros menores, por exemplo. Isso, consequentemente, acaba fazendo a roda da economia girar. Porém, o cenário inóspito ainda requer muita cautela.

 

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), é um importante termômetro para aferir a temperatura do momento atual. O número subiu 7,7 pontos na passagem de junho para julho e chegou a 78,8 pontos, em uma escala de 0 a 200 pontos. Ainda assim, o índice continua abaixo do patamar de fevereiro, ou seja, de antes da pandemia da Covid-19.

 

Em suma, fazer previsões ainda está difícil, uma vez que a pandemia continua avançando e não se sabe ao certo quais são os planos de contenção. Ainda que a retomada da economia esteja acontecendo de forma gradual, alguns setores continuam altamente impactados pelos efeitos da disseminação do vírus.

 

Para Fernanda, a recuperação pode chegar mais tarde do que a maioria imagina. “Há diferenças importantes na realidade entre setores, mas acredito que o Banco Central está no caminho certo de estímulo à economia”, afirma.

 

Para 2021, a previsão de mercado é que a economia cresça 3,5%, com uma inflação prevista de 3% e uma Selic também nessa casa, de 3%.

 

 

Câmbio

 

A nova taxa básica de juros impacta menos o câmbio do que fatores como os cenários internacional e político. Pautado pelos riscos e oportunidades do mercado, o câmbio acaba oscilando pelas incertezas do momento atual.

 

Contudo a taxa básica menor empurra os investidores para o mercado de renda variável e alguns investidores estrangeiros acostumados com os bons ganhos em rendas fixas podem migrar seus aportes para países com menos riscos. Menos dólares no mercado podem fazer a moeda ter uma alta, ainda que não muito expressiva.

 

Para Fernanda, o valor médio esperado para os próximos três meses, até o fim de 2020, é de R$ 5,30 por dólar. “O agravamento da pandemia ou as notícias de produção em massa de vacinas podem ser decisivos para a composição da taxa de câmbio”, diz a economista.

 

A questão da política interna também é um fator importante para a valorização, ou não, do real. Em um cenário de expectativa por reformas, cada passo nesse processo deve ter uma resposta do mercado. “A sinalização de reformas pode trazer a taxa para perto dos R$ 5, mas tudo ainda é incerto”, finaliza Fernanda.

 

Justamente por conta das oscilações de mercado e da taxa de câmbio é importante proteger os negócios que dependem de moeda estrangeira. Por isso, o Banco Ourinvest, referência em câmbio, possui uma gama completa de soluções como hedge cambial, e de crédito, para operações internacionais, como ACE e Finimp.

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Os exportadores e importadores que buscam soluções para obter fluxo de caixa não podem deixar de conhecer dois termos: forfaiting e factoring, operações que balizam financiamentos para o comércio internacional. Enquanto no Brasil temos ferramentas locais, chanceladas pelo Banco Central, como Finimp (Financiamento à Importação), ACC (Adiantamento sobre Contrato de Câmbio) e ACE (Adiantamento sobre Cambiais Entregues), no mercado internacional existem outros mecanismos como o forfaiting e factoring, que agregam outros serviços ao financiamento, como cobertura de risco de crédito e cobrança internacional. No Banco Ourinvest, todos esses conceitos são usados para oferecer um mix de produtos e soluções mais completas aos clientes.


Mas, afinal, como o forfaiting e o factoring funcionam? Eles são produtos de financiamento de importação ou exportação em que a operação acontece pela compra do direito creditório, via cessão de crédito da fatura comercial ou endosso de saque internacional. São normalmente operações sem direito de regresso, ou seja, o banco além de financiar toma o risco da cobrança.


Por exemplo, uma empresa que exportou produtos para a China pode vender esse crédito ao banco e assim receber um adiantamento do cambial dessa exportação. A mesma lógica vale para a importação. Quando uma companhia compra produtos dos Estados Unidos, por exemplo, e precisa pagar à vista a mercadoria, o banco em questão pode quitar a fatura junto ao fornecedor contra a cessão do crédito e dar mais prazo para a empresa. Em resumo, essas ferramentas servem para ajustar o fluxo de caixa ao ciclo de produção das empresas e também viabilizar negócios, garantindo ao fornecedor o recebimento à vista do cambial da exportação.


João Costa Pereira, head de Trade Finance do Banco Ourinvest, explica que as operações de forfaiting e factoring internacional podem ser feitas tanto para exportadores quanto para importadores. “No caso do forfaiting, a operação é feita tendo por lastro a negociação de um instrumento financeiro, como um saque internacional (Bill of Exchange), emitido e cedido ao banco pelo exportador e aceite pelo importador que pagará ao banco no vencimento acordado”, diz João. Essa modalidade é muitas vezes usada para bens de investimento e pode até ser utilizada em operações de médio e longo prazo.


Já a factoring internacional é um processo mais simples, tendo por lastro a mera cessão do crédito da fatura de exportação ou importação e é mais focada em vencimentos de curto prazo e fornecimentos rotativos. “É uma simples cessão do crédito para o banco com base em uma transação internacional performada. Como se fosse um desconto de duplicata no mercado nacional, para simplificar a explicação”, diz o executivo.


Não há limites mínimos e máximos para as transações. O que define o limite de crédito é um conjunto de variáveis, como o histórico de performance das transações, a qualidade de crédito tanto do importador como do exportador, a origem e o destino das mercadorias que compõem a lista avaliada pelo banco na hora de aprovar as operações.

 

Junção de produtos é a melhor solução para exportadores e importadores

Para atender os clientes de comércio exterior, o Banco Ourinvest fez uma junção dessas ferramentas. “Desenhamos dois produtos para trabalhar com as empresas brasileiras, o ACE Ourinvest e o Finimp Ourinvest. Assim, incorporamos aos tradicionais ACE e FINIMP as características observadas no mercado internacional nos produtos de factoring e forfaiting, agregando serviços e valor para o cliente”, explica João.


No Finimp Ourinvest, voltado para importadores, algumas características de forfaiting foram incluídas. O lastro da operação é a cessão do crédito ou o endosso do saque, permitindo que o banco financie a importação sem exigência de outras garantias. “Ao contrário de outros bancos, no Ourinvest nós olhamos para a qualidade da transação de importação e não pedimos outras garantias”, afirma o executivo.


No ACE Ourinvest, direcionado para os exportadores, foram adicionadas características de factoring internacional agregando serviços de análise de crédito, cobertura de riscos e cobrança internacional da exportação. Além do financiamento, as empresas têm cobertura de risco de crédito. “Nós tomamos o risco da cobrança porque temos capacidade de fazer análise em mais de 90 países e garantir que o pagamento seja feito. Podemos dar o conforto que o cliente vai receber e dessa forma conseguimos viabilizar o crescimento dos negócios de exportação. O objetivo é que o nosso cliente consiga exportar mais e em segurança.”, destaca.


Ambos os produtos criados pelo Banco Ourinvest vão muito além do financiamento. Normalmente, o cliente busca fluxo de caixa, mas o diferencial do banco é agregar outros serviços, entender a operação do cliente e viabilizar o negócio sem exigir garantias adicionais.


João explica que em uma mesma transação é possível fazer o financiamento; a cobrança internacional de terceiros, com base em análise de crédito, e também tratar de risco de câmbio por meio da contratação de hedge cambial, que protege os clientes de oscilações de câmbio. “Vivemos uma retração global e a chance de ter problemas de pagamentos internacionais existe. Por isso, além dos financiamentos, nossos serviços de análise de risco e garantia de cobrança são muito importantes para quem pretende crescer nas exportações”, finaliza João.

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Desde que a pandemia do novo coronavírus começou a causar efeitos, na segunda quinzena de março, o dólar apresenta uma volatilidade ainda mais emblemática e a ferramenta de hedge cambial tem sido altamente demandada por empresas que atuam no comércio internacional ou que têm obrigações em dólar.

Para se ter uma ideia, nos últimos três meses, a moeda americana alcançou patamares próximos dos R$ 6 e também teve dias de fechamento abaixo dos R$ 4,90. Entre o primeiro dia de recomendação de isolamento social e o dia 22 de junho, houve uma alta de 10,3% do dólar -- que passou de R$ 4,73 para R$ 5,22.

Segundo Bruno Foresti, superintendente de câmbio do Banco Ourinvest, empresas que ficam expostas ao vaivém do câmbio podem ter os resultados prejudicados. Uma solução para amenizar eventuais impactos no caixa é utilizar instrumentos de proteção contra oscilações do dólar, como o hedge cambial.

 

Mas, afinal, como funciona o hedge cambial?

Bruno explica que a ferramenta, criada para proteger as empresas das flutuações do câmbio, oferece a possibilidade de fixar as cotações futuras e ajuda a reduzir o risco cambial de uma forma eficiente e segura, além de diminuir os custos operacionais.

É importante saber que não há valores mínimos ou teto máximo para fazer hedge cambial. O mecanismo é realizado por agentes financeiros, como o Banco Ourinvest, e ajuda a trazer estabilidade para os negócios.

“O custo do hedge depende da taxa do dólar comercial no momento do fechamento do negócio, do valor transacionado e do prazo da operação. O ideal é que a trava de câmbio seja realizada com base em variáveis, como volume de vendas, prazo, custos fixos da operação e lucratividade desejada”, diz o executivo.

 

Selic mais baixa pode provocar oscilação do dólar

Um outro fator que deve estar no radar de empresas que lidam muito com transações em dólar é a questão da Selic. A taxa de juros brasileira está no menor patamar da história, em 2,25%, e isso deve provocar ainda mais oscilações da moeda.

O fato é que o intuito da Selic baixa é impulsionar o consumo local e reduzir os juros para empréstimos e investimentos produtivos. Contudo há uma possibilidade de que investidores estrangeiros tirem recursos do país por conta da baixa rentabilidade em transações fixadas pela taxa de juros. Os riscos de um país emergente acabam não compensando pela baixa remuneração.

“Com menos moeda americana circulando no Brasil é provável que o dólar tenha ainda mais movimentos de alta e baixa. Por isso, nesse momento é muito interessante contratar o hedge cambial”, diz o executivo.

 

Até onde o dólar vai?

Alguns fatores precisam ser pontuados para analisar o aumento da cotação da moeda americana. Segundo Cristiane Quartaroli, economista do Banco Ourinvest, uma junção de motivos tem feito nossa moeda desvalorizar e o câmbio oscilar tanto.

O surto de coronavírus, a retomada do preço do petróleo, a situação política interna, a previsão de grande recessão para o Brasil neste ano, e a expectativa de recuperação da economia americana ajudam a explicar a escalada do dólar. “Não tem um motivo principal. Precisamos compreender o cenário como um todo”, diz.

Justamente pela falta de previsibilidade da moeda é importante adotar ações que ajudem a proteger os negócios. O Banco Ourinvest se dedica exclusivamente à área de câmbio e tem uma área internacional completa com experiência de mais de 40 anos no mercado. “Temos soluções personalizadas para atender os clientes e estamos prontos para ajudá-los a atravessar esse momento desafiador”, finaliza Bruno.

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O ano de 2020 está se mostrando especialmente desafiador para as empresas que dependem da taxa de câmbio para fechar negócios. Desde janeiro, em meio ao cenário de juros baixos, o dólar chegou a registrar alta acumulada de mais de 47% e atingiu recorde histórico, chegando perto de R$ 5,90.

O cenário global repleto de notícias por conta do novo coronavírus e o momento interno com incertezas econômicas e políticas ajudam a explicar as mudanças de cotação em curtos períodos. Por isso, proteger as companhias dessas oscilações se mostrou uma estratégia fundamental para muitos empresários e o hedge cambial ganhou destaque entre as operações financeiras.

A ferramenta, criada para proteger as empresas das flutuações do câmbio, oferece a possibilidade de fixar as cotações futuras e ajuda a reduzir o risco cambial de uma forma eficiente e segura, além de diminuir os custos operacionais. Há três tipos de possibilidades na hora de contratar o hedge cambial: trava de câmbio, NDF e opção de câmbio. Hoje, vamos te explicar, na prática, como cada uma delas funciona.

Bruno Foresti, superintendente de Câmbio do Banco Ourinvest, diz que não existe um padrão pronto, nem quantia mínima para buscar o hedge cambial. “Nós ajudamos cada cliente a decidir quanto do montante ele quer proteger e encontramos a melhor opção para cada tipo de negócio. A ideia é que o cliente possa focar na essência de sua operação, em vender seus produtos, e nós cuidamos da taxa cambial”, diz.

Confira a seguir um exemplo genérico, com taxas simuladas, para compreender as diferenças entre os tipos de operação de hedge cambial:

A empresa X programou em 10 de fevereiro de 2020, uma importação de canetas de um fornecedor da China no valor de US$ 100 mil. Essa importação está programada para ocorrer em 10 de agosto de 2020. Nessa data, a companhia X deverá efetuar o pagamento para o fornecedor na China, que por sua vez enviará as canetas para o Brasil.

O cenário no momento do fechamento do negócio é de câmbio a R$ 5,30, mas a volatilidade até a data do pagamento não pode ser calculada por depender de fatores externos. Para garantir que a operação seja segura, a empresa X procura o Banco Ourinvest e tem três opções para fazer o hedge cambial:

 

1- Trava de câmbio, conhecida como trava de importação

Esse produto se assemelha à operação de câmbio padrão, porém ocorre com a sua liquidação em uma data superior à dois dias úteis e inferior à um ano. A empresa X precisa apresentar, no ato da contratação do câmbio, a documentação que ampara o fechamento de câmbio de importação (Proforma Invoice emitida pelo fornecedor chinês).

Para essa operação, o banco oferece uma taxa de R$ 5,50 por dólar, totalizando um custo de R$ 550 mil, a ser pago no dia 10 de agosto de 2020. Para garantir essa operação, o banco compra hoje os dólares no mercado e carrega esses dólares na sua conta até o dia do pagamento, motivo que faz com que a cotação para liquidação em 6 meses seja superior à taxa do câmbio comercial de R$ 5,30. Para essa operação o banco solicita à empresa X uma garantia de R$ 45 mil. No dia do vencimento da operação, não importa se o câmbio estiver R$ 5,30 ou R$ 5,80, a empresa X pagará ao banco R$ 5,50 por dólar.

 

2- Termo de moedas, também conhecido como NDF

Esse produto tem a mesma precificação da operação de trava de câmbio, porém trata-se de um derivativo. O principal diferencial dessa operação é que a empresa X não precisa apresentar documentos de câmbio, uma vez que se trata de uma operação com instrumento derivativo referenciada em uma taxa de câmbio. Além disso, o termo de moedas também pode ser contratado para liquidação em períodos superiores à um ano.

No dia do vencimento da operação, caso o dólar esteja acima de R$ 5,30, o banco pagará para a empresa toda a diferença entre a taxa do vencimento e a taxa da contratação. No cenário oposto, caberá à empresa pagar a diferença ao banco. Nessa solução o banco solicita da empresa o mesmo valor de garantia de R$ 45 mil.

 

3- Opção de câmbio

A empresa X informou que tem receio de uma alta do dólar, mas que ainda fica confortável com um custo por dólar de até R$ 5,60. Acima desse valor, a operação fica inviável. Pensando nisso, o Banco Ourinvest oferece para a empresa uma solução chamada opção de câmbio, por meio da compra de uma call (opção de compra) de dólares para o dia 10 de agosto de 2020. Nessa estrutura, o Ourinvest vende para a empresa um direito de comprar US$ 100 mil dólares no dia do vencimento a R$ 5,50. Para essa operação o banco cobra um valor de R$ 12 mil. No vencimento, caso o dólar esteja superior à R$ 5,50, o banco pagará para a empresa toda a diferença, mas caso o dólar esteja abaixo de R$ 5,50 a empresa poderá simplesmente abrir mão do seu direito de receber o ressarcimento (uma vez que não haverá valor a ser ressarcido) e então comprará os dólares na taxa de mercado.

 

É importante ressaltar que os exemplos desconsideram eventuais custos decorrentes de tributação e impostos, sejam esses por decorrência de ganho de capital ou por contratação de alguma outra modalidade de câmbio, que não seja de importação. Também não foram considerados eventuais custos aduaneiros, de frete ou de seguro.

Todas as taxas e custos apresentados são meramente ilustrativos, servindo apenas como base de cenários para exemplificar cada uma das soluções. Para encontrar a opção que melhor se adapta às suas necessidades e às da sua empresa, entre em contato conosco e solicite uma conversa com um especialista. O Banco Ourinvest tem mais de 40 anos de experiência e pode ser o parceiro ideal para o seu negócio.

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O Banco Central (BC) diminuiu, pela oitava vez consecutiva, a taxa básica de juros da economia. Com um corte de 0,75 ponto percentual, a Selic está em 2,25% ao ano. O novo patamar, o mais baixo da história, é anunciado em um momento de incertezas políticas e econômicas e deve ajudar a desenhar o cenário dos próximos meses. Mas, afinal, o menor índice de todos os tempos é a salvação da economia brasileira?

Para Fernanda Consorte, economista-chefe do Banco Ourinvest, uma taxa de juros no patamar próximo aos 2% reflete um ‘novo mundo’, mas isso não quer dizer que vá nos tirar do horizonte desafiador. “O Brasil nunca conviveu com uma Selic tão baixa e por tanto tempo. Precisamos ver o que é o Brasil com essa taxa em termos de investimento estrangeiro e de estímulo ao consumo”, diz.

Fernanda pondera que o anúncio do BC acontece em um momento de extrema adversidade, com previsão de recessão econômica recorde. “Esperamos uma queda de até 9% no PIB brasileiro neste ano. De qualquer forma, essa taxa é uma mudança estrutural que precisa de um tempo para ser avaliada”, afirma.

Segundo a economista, os estímulos monetários estão acabando, lembrando que já foi feita injeção de liquidez também via compulsório. Ao menos temporariamente, na prática, os juros devem ficar mais baixos para empréstimos e investimentos produtivos, como maquinário e modernização. Afinal, a Selic nesse patamar é um artifício diretamente relacionado aos estímulos ao consumo.

O problema, contudo, está no restante do contexto. Desemprego em alta, redução da renda e consequente queda no poder de consumo, enfraquecimento da atividade industrial, e até desaceleração da balança comercial são desafios que seguem na pauta em um cenário contornado pela pandemia sem data para acabar.

 

Novos cortes a caminho

 

Segundo a economista, o Copom (Comitê de Política Monetária) deve realizar um novo corte na próxima reunião e a taxa básica ficará em 2% no fim do ano. “Acredito, porém, que esse cenário não terá vida longa. Tão logo o Brasil comece a ensaiar uma recuperação, com a taxa de câmbio em um patamar alto, o BC vai começar a pensar na inflação e realizar um movimento de escalada da taxa”, avalia Fernanda.

Em comunicado, o Copom sinaliza que pode haver mais cortes de juros à frente, dependendo do cenário. "Para as próximas reuniões, o Comitê vê como apropriado avaliar os impactos da pandemia e do conjunto de medidas de incentivo ao crédito e à recomposição de renda, e antevê que um eventual ajuste futuro no atual grau de estímulo monetário será residual".

 

Como fica a inflação?

 

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em maio, o indicador registrou queda de 0,38%, depois de já ter caído 0,31% em abril, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Não acredito que vamos fechar o ano com deflação ou perto disso. Estamos vendo um mês ou outro com esse resultado, mas isso deve voltar a subir. Temos a taxa de câmbio mais alta e os preços de alimentos, que são parte importante da composição do índice, não vão baixar tanto, uma vez que há inelasticidade por ser um setor altamente demandado”, diz Fernanda.

 

O perigo da baixa atratividade para os investidores

 

O investidor estrangeiro sacou R$ 7,4 bilhões da Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, no mês de maio. O volume é recorde para toda a série histórica, iniciada em 1994, e reforça um sinal ante a política de juros reduzidos.

Marcel Balassiano, pesquisador da área de economia aplicada do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV IBRE), afirma que o BC deve ser cauteloso e mais conservador ao baixar a taxa de juros. “O Brasil é um país emergente e não dá para comparar nosso cenário com Zona do Euro, Estados Unidos, Japão e Reino Unido, por exemplo. O prêmio de risco não permite que a gente ultrapasse essa barreira da taxa de juros”, diz.

Para Marcel, essa redução da Selic que vem ganhando forma desde 2016, não tem contribuído como o esperado para a melhora do desempenho do país. “A fraqueza econômica não depende só da queda de juros para ser melhorada. A economia continua patinando desde antes da pandemia do novo coronavírus”, diz.

Por outro lado, segundo Marcel, quando mensurada a incerteza dos investidores em relação a aportar em um determinado país, o Brasil aparece no topo da lista de 20 nações. “Vivemos um momento de incerteza global, mas no Brasil isso consegue ser ainda mais evidente por conta da crise política”, afirma.

 

Hora de olhar para as reformas

 

De acordo com o pesquisador, antes da pandemia, o país ia crescer perto de 3% neste ano. Agora, na avaliação do especialista, a queda deve passar dos 6,5%. “Soma-se a isso o fato de já estarmos em um cenário delicado antes da pandemia. Acredito que 90% dos países terão um desempenho melhor, ou “menos pior” do que o nosso”, diz.

Para ele, a crise do coronavírus veio agravar os nossos problemas anteriores e colocou uma lupa nas nossas maiores fraquezas. “Precisamos voltar para a agenda de reformas urgente”, diz.

 

Um sinal positivo no câmbio

 

Segundo Marcel, o Brasil tem reservas internacionais em um patamar alto e o BC vem intervindo no câmbio, não para mudar a tendência de alta do dólar, mas para não deixar o mercado sair do factível. “As reservas são um seguro importante e ajudam a gente não ser ainda mais impactado pelo cenário atual”, explica o pesquisador.

Ele explica que o câmbio já estava em um nível alto antes da pandemia, mas que se fortaleceu um pouco entre as duas reuniões do Copom, que aconteceram entre maio e junho. “O patamar estava em R$ 5,60 e agora está na casa dos R$ 5,20. O câmbio tem relação direta com o risco e isso quer dizer que houve uma ligeira melhora na percepção, ainda que isso esteja atrelado a indicadores exteriores”, finaliza.

       
       

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