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20190909 As intervencoes do Banco Central e como elas impactam na taxa de cambio Capa

 

O Banco Central (BC) é o responsável pela administração dos meios de pagamento no Brasil e órgão emissor da moeda nacional, além de ser a instituição que atua para manter a inflação sob controle e garantir que o sistema financeiro seja seguro e eficiente.

 

Para isso, o BC usa instrumentos chamados de natureza monetária, ora elevando a oferta monetária (expansão monetária) para injetar dinheiro na economia -- com objetivos como aquecer a atividade econômica e reduzir o desemprego -- ora reduzindo essa oferta (contração monetária), em um movimento que visa o controle da inflação. Junto disso, o BC opera via juros, estimulando o consumo e o investimento quando os juros são reduzidos e contendo o cenário ao elevar as taxas.

 

Além dessas medidas estruturais, o BC também pode atuar na tentativa de controlar o mercado cambial de três formas: com swap cambial, leilão de linha e venda à vista. No último mês, essas formas de intervenção foram bastante utilizadas. Isso porque fatores como a guerra comercial entre Estados Unidos e China, a expectativa de que a economia mundial entre em recessão e as recorrentes instabilidades políticas no Brasil colaboraram para a alta do dólar, não só frente ao real, mas em relação às moedas de outros países também.

 

Com o cenário de lado, o BC precisou intervir. Como não há prazo e limite de vezes para que esses mecanismos sejam usados, nem um montante máximo de dinheiro envolvido, houve uma leva de intervenções. 

 

Segundo Fernanda Consorte, economista-chefe e estrategista de câmbio do Banco Ourinvest, o fator surpresa é uma arma do BC quando o assunto é o mercado de câmbio. “O regime cambial adotado pelo Brasil permite que essas intervenções sejam feitas sempre que o BC julga necessário”, explica.

 

Ela afirma que normalmente quando o dólar ultrapassa os R$ 4 o mercado começa a esperar alguma iniciativa de controle do BC. “Mas não há uma regra de bolso para isso”, diz.

 

Para Eduardo Mekitarian, professor de Economia da FAAP (Faculdade Armando Alvares Penteado), os instrumentos utilizados pelo BC para o controle de câmbio são extremamente úteis para reduzir riscos. “A política monetária do BC é mais eficaz no curto prazo e ajuda a minimizar as incertezas quanto à economia doméstica. Afinal, a política fiscal requer tratativas com o Congresso e é mais difícil de ser executada”, diz.

 

A seguir, você confere uma explicação sobre como funciona cada mecanismo de intervenção cambial do BC. 

 

Swap Cambial: geralmente é a modalidade mais usada pelo BC. Consiste na venda de moeda no mercado futuro, o que na teoria reduz a pressão sobre a alta da moeda e garante que não haja perda de reservas internacionais. O BC oferece um contrato de venda de dólares, com data de encerramento definida, mas não entrega a moeda norte-americana. No vencimento desses contratos, o investidor se compromete a pagar uma taxa de juros sobre o valor deles e recebe do BC a variação do dólar no mesmo período.

 

Leilão de linha: também é bastante usado e funciona com a mesma lógica de um empréstimo. O BC tem as reservas, repassa câmbio para os "dealers" (grandes bancos e corretoras) e estipula um compromisso de recompra desse dinheiro após um determinado período. O dinheiro sai das reservas internacionais, mas o comprador precisa devolver os dólares depois de um tempo e ainda pagar uma taxa de juros pelo "uso" desse dinheiro "emprestado". A liquidez de dólares no mercado aumenta apenas temporariamente e as reservas não sofrem alteração na prática.  


Venda à vista: esta é a modalidade menos utilizada, pois o BC vende reservas internacionais sem compromisso de recompra. O dinheiro é injetado no mercado. Em agosto deste ano houve uma venda depois de dez anos sem o BC lançar mão da ferramenta. A ideia é não usar a venda à vista para proteger as reservas, que hoje passam de US$ 380 bilhões dólares, e evitar desconfiança em relação à fragilidade financeira do país. 

 

 

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30082019 5 coisas que voce precisa saber sobre comercio exterior Capa

 

 

A balança comercial é o resultado entre o volume de produtos exportados e importados por um país. No Brasil, o forte das exportações está nas commodities e o principal debate é como agregar mais valor nos produtos que enviamos para nossos compradores estrangeiros. Mas afinal, o que você precisa ficar de olho para entender quais são as oportunidades e desafios quando o assunto é comércio exterior?

 

Preparamos um guia rápido com perguntas e respostas com a ajuda de dois especialistas no assunto: Álvaro Barrantes Hidalgo, professor do Departamento de Economia da Universidade Federal de Pernambuco e Fernanda Consorte, economista-chefe e estrategista de câmbio do Banco Ourinvest. Confira a seguir!

 

1- Quais são as expectativas de balança comercial para o Brasil em 2019 e 2020?

A expectativa do mercado é de uma balança comercial de US$ 52 bilhões para este ano e de US$ 47 bilhões para ano que vem. Esta retração prevista para 2020 pode ser explicada porque os dois maiores parceiros do Brasil, China e Estados Unidos, estão passando estão por um cenário de desaceleração econômica. Além disso, os dois países vivem uma guerra comercial e isso pode fazer com que as empresas adiem as decisões de investimento. Outro ponto que pode afetar nossa balança comercial é que o mercado-latino americano, em especial a Argentina, também não vive um bom momento. Para este grupo de países, que são nossos importantes compradores, é estimado um crescimento econômico de menos de 1% em 2019, enquanto para a economia global a alta prevista é de 3,2%. Com os principais parceiros comprando menos, o Brasil tende a exportar menos e o salda da balança comercial fica comprometido. Além disso, a expectativa é que a taxa de câmbio seja um pouco menor em 2020, por conta de menos volatilidade e melhora do cenário de Brasil. Isso também pode colaborar para desequilibrar a balança comercial.

 

2- Como a proposta da Reforma Tributária pode influenciar nas questões de comércio exterior?

Este é um importante agente para ser observado. A aprovação da Reforma Tributária ou mesmo da MP da Liberdade Econômica pode influenciar a percepção institucional sobre o Brasil, o que deve ser bem visto por investidores. Isso é bom, afinal temos índices preocupantes que nos colocam como um dos países mais burocráticos do mundo. Entre os tópicos analisados por investidores está o tempo gasto para pagar impostos no Brasil, por exemplo. É fato que o sistema tributário brasileiro é um tanto complexo e encarece a produção dos bens. Por isso, notícias como uma eventual aprovação da Reforma Tributária e até mesmo a Reforma da Previdência são bem recebidas pelo mercado.

 

3- Qual o caminho para desenvolver o comércio exterior brasileiro?

O Brasil possui um desafio no seu grau de abertura (índice formado pela soma das importações e exportações dividido pelo PIB). Atualmente, o grau de abertura econômica do Brasil é da ordem de 23%, enquanto a média mundial é de 43%. Para desenvolver isso, alguns pontos devem ser levados em conta. O primeiro deles é a necessidade de melhorias de infraestrutura. Não é o bastante buscar novos acordos comerciais quando nossos portos e rodovias não têm condições necessárias para atender um aumento de demanda. A redução do chamado custo Brasil, que engloba nossa carga tributária, também é essencial para que os produtos nacionais sejam mais competitivos. E outro ponto é a questão cambial, que deve ser realista a fim de manter a remuneração real do exportador. Além disso, a procura por novos parceiros comerciais deve ser constante. O país passou muito tempo com sua economia relativamente fechada ao comércio exterior e voltada mais para o mercado interno com uma indústria protegida. Por isso, há uma necessidade de abertura comercial para que o país consiga aproveitar os benefícios do comércio internacional, como a vinda de mais investimento direto estrangeiro e de conhecimento tecnológico.

 

4- Quais acordos comerciais merecem destaque?

Recentemente, após 20 anos de negociações, o Mercosul e a União Européia acordaram realizar uma associação com muito potencial para o comércio entre ambos os blocos. O acordo é significativo não apenas pela sua dimensão -- cria um mercado de mais de 700 milhões de habitantes e de quase 25% do produto mundial -- mas também pelos assuntos que abrange, incluindo não apenas compromissos sobre comércio, mas também cooperação e diálogo político. No âmbito comercial o acordo prevê a liberalização de 92% das importações européias, enquanto o Mercosul, de forma gradual, deverá liberalizar 91% das importações da Europa.

 

5- O que o pequeno e o médio empresário devem ficar atentos quando o assunto é comércio exterior?

A Reforma Tributária e a guerra comercial entre China e Estados Unidos devem dominar o noticiário sobre comércio exterior por mais alguns meses. Os efeitos práticos disso incluem uma possível desburocratização (ainda que sem prazo para acontecer) para exportações e importações, além de brechas de comércio para suprir uma eventual demanda dos maiores compradores do mundo. E mais: pesquisas realizadas no Brasil mostram que há maiores níveis de produtividade nas empresas exportadoras do que nas que não exportam. Assim, as empresas de pequeno porte e médio que ainda não se inseriram no comércio exterior devem analisar as atividades e começar a procura por novos mercados, a fim de se qualificar, aumentar a eficiência e a produtividade para ter sucesso em mercados estrangeiros.

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 30082019 SopaLetrinhas Capa

 

Quando você compra uma geladeira fica atento ao período de garantia, certo? Com celulares e outros eletrônicos e eletrodomésticos também costuma ser assim. O seguro do carro geralmente também está na lista de prioridades, assim como o convênio médico. Mas afinal, o que todos esses produtos têm em comum? Todos garantem proteção em momentos inesperados.

 

Assim como eles, há uma lógica parecida quando o assunto é câmbio. Estamos falando do hedge cambial, que é uma ferramenta criada para proteger as empresas das flutuações do câmbio. Com o hedge é possível fixar as cotações futuras e ajudar a reduzir o risco cambial de uma forma eficiente e segura, além de reduzir os custos operacionais.

 

Na prática, funciona assim: imagine um empresário que importa eletrônicos e decide comprar um lote de calculadoras para revender os produtos no Brasil. No momento da intenção da compra, o câmbio é de R$ 3,70 e o preço acertado é de US$ 1 dólar por equipamento. Seguindo um planejamento, ele venderá cada calculadora no Brasil por R$ 10 e terá uma margem de R$ 7,30 para arcar com custos locais e conseguir seu lucro.

 

Contudo, na data da entrega das calculadoras e do pagamento, o câmbio oscilou para R$ 4,10. Imediatamente, o valor da margem cai para R$ 5,90 e isso pode comprometer a lucratividade do negócio, tendo em vista todos os custos da operação. Justamente para evitar esse tipo de surpresa indesejada há o hedge cambial. Na ocasião do fechamento de um negócio, seja ele uma importação de produtos, venda de commodities ou até mesmo a compra de uma casa no exterior, é possível solicitar o travamento do câmbio na data escolhida. “A ideia é que o cliente jogue fora essa variável que é a taxa cambial e se preocupe em comprar e vender seus produtos”, diz Bruno Foresti, superintendente de câmbio do Banco Ourinvest.

 

E não existe uma quantia mínima para buscar o hedge cambial. Há vários formatos para atender a necessidade de cada cliente, como NDF, opções de câmbio e swap cambial -- que você vai conhecer nos próximos conteúdos do Blog. Em resumo, o cliente decide quanto do montante quer proteger e busca no mercado financeiro agentes dispostos a realizar o travamento comercial com base em uma contrapartida. Geralmente, as transações são feitas em dólar, mas é possível fazer o travamento em qualquer moeda. Bruno explica que o custo do hedge depende da taxa do dólar comercial no momento do fechamento do negócio, do valor transacionado e do prazo da operação.

 

Segundo o superintendente, o ideal é buscar parceiros que ajudem o cliente a identificar qual a trava de câmbio mais indicada para o seu negócio, com base em variáveis como volume de vendas, prazo, custos fixos da operação e lucratividade desejada. “No Ourinvest, temos uma experiência de 40 anos e ajudamos a encontrar a ferramenta ideal de acordo com as necessidades de cada cliente”, afirma.

 

 

Um pouco de história

 

O hedge cambial é uma ferramenta antiga que foi ganhando destaque ao longo dos anos. A busca de hedge, ou proteção contra oscilações inesperadas nos preços, começou no século XIX no mercado de commodities agrícolas de Chicago, nos Estados Unidos. Agricultores e pecuaristas que levavam produtos à cidade temiam quedas súbitas nas cotações no caso de a oferta ser muito superior à demanda. Para evitar isso, os os preços passaram a ser negociados antes da entrega. Essa foi a origem das operações a termo. Depois, essas operações foram aperfeiçoadas e deram origem aos modernos derivativos, hoje comuns no mercado financeiro. Nos próximos conteúdos você saberá mais sobre eles. Não deixe de acompanhar!

 

 

 

       
       

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