CAUSA OU CONSEQUÊNCIA? O OVO OU A GALINHA?
Que nem pastel: tem para todos os gostos



CAUSA: Fevereiro se encerra com bastante volatilidade – parte do jogo. No mercado internacional, tivemos Trump prorrogando trégua comercial com a China e sugerindo avanço na conversa para a novela de um acordo comercial (positivo!!); por outro lado, o fim abrupto da reunião de cúpula entre Estados Unidos e Coreia do Norte, no Vietnã, coloca os mercados internacionais na defensiva. E para terminar, o PIB do 4T18 americano veio acima do esperado – bom para eles, ruim para os emergentes; quem lembra do flight-to-quality?

Localmente, destaco a fala do vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmando que "tudo é negociável" nas discussões sobre o novo regime previdenciário dos militares. Ressaltou, contudo, que a categoria é mal remunerada se comparada a outras carreiras de Estado e já sofreu com uma medida provisória de 2001. Isso sugere viés do governo para a categoria, nada bom.
Os dados econômicos que foram divulgados também não ajudam no humor: o PIB do 4T18 veio no piso das projeções dos economistas e a confiança dos empresários caiu este mês. Sempre digo que PIB é olhar para trás, mas a recuperação econômica ainda está lenta e a confiança aumentará tanto quanto avançarmos na Reforma da Previdência.

CONSEQUÊNCIA: O resultado é volatilidade nesta semana pré-carnaval. Tem notícia para todo gosto, igual pastel de feira. Conforme a relação EUA-China avançar, assim como os trâmites da Reforma da Previdência, mais baixa a taxa de câmbio. Mas nesse caminho, teremos muita volatilidade, e muitos sabores de pastel.


Caros amigos leitores, vocês que acompanham e gostam de nossos textos, convido-os para seguirem nossa página no instagram @bancoourinvest. Lá temos stories diários sobre o mercado. Vem! #economia #câmbio #finanças #brasil
Fernanda Consorte
Estrategista de Câmbio
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Nota da Autora

Talvez existam pessoas que tenham o heroísmo (ou a cara de pau?) de fazer projeções com forte grau de convicção para a taxa de câmbio brasileira. Eu, economista de formação, com mais de 10 anos andando nesse mercado de inconstâncias, prefiro dizer que sou capaz de dar opiniões, quiçá direções para essa variável. Humildade posta, eventualmente tomarei a frente para dar opiniões sobre fatos que podem gerar consequências no mercado, tentando desvendar quem vem primeiro: o ovo ou a galinha.
ESPECIAL
Reforma para os mais quietos aos mais foliões


Como toda típica brasileira, eu adoro carnaval. Adoro as festas, as fantasias, as cores e, sobretudo, o clima de alegria. E nesse período, há uma ansiedade, há um fear of missing out – FOM (medo de estar de fora de algo); dos mais quietos aos mais foliões, todos querem fazer uma viagem, ir a uma festa, escapar do mundo, pois há uma efemeridade no carnaval que sempre achei difícil de explicar para os gringos.

E nesse elixir de sentimentos, esquecemos que o dia a dia está acontecendo com coisas cruciais para o Brasil, ou seja, para nós e até para o nosso carnaval. Então, antes que eu perca o leitor no segundo parágrafo, vou dar a conclusão aqui mesmo: a Reforma da Previdência não pode ser um amor de carnaval, não pode ser efêmera. Reformas neste momento significam fluxo de investimentos para o Brasil, crescimento econômico e, portanto, taxa de câmbio baixa. Em poucas palavras, estamos com um problemão das contas fiscais em uma trajetória de alta da dívida bruta. Uma reforma da previdência robusta (a proposta enviada pelo governo sugere uma economia de R$ 1,1 trilhão em 10 anos), inverteria essa trajetória, fazendo com que tivéssemos novamente um “selo” de grau de investimentos dado pelas agências de ratings, e teríamos uma enxurrada de investimentos no Brasil, além de melhores condições de crescimento econômico.

Porém, o lado “b” da história é que só teremos os louros dessa reforma no próximo carnaval. Sem querer tirar o clima de alegria embutido no oxigênio desta semana, precisamos ter em mente que a Reforma da Previdência tomará, no melhor dos cenários, os próximos nove meses do noticiário relevante. Isso porque, dada sua importância e sua complexidade, dificilmente não levará “pitacos” em todas as instâncias pelas quais passará sua aprovação.

Dito isso, vou dividir aqui com vocês todos os passos necessários para a aprovação da Reforma da Previdência. Para facilitar o (meu) entendimento, dividi a aprovação em 7 passos – leitores advogados, já antecipo minhas desculpas por qualquer omissão e aguardo sugestões:

1. Presidente da República aprova o texto a ser enviado ao Congresso por meio de PEC, uma emenda à Constituição. (alcançamos este passo no último dia 15 de fevereiro).

2. O texto é enviado a uma Comissão de Constituição e Justiça (CJJ) na Câmara dos Deputados, que é formada por 66 deputados. Ali analisam a admissibilidade do texto e verificam se a proposta está de acordo com a Constituição e com as leis do país. A CCJ tem cinco sessões para votar o texto. É... lá podem, por exemplo, barrar tudo o que for considerado acima do razoável em termos de reforma previdenciária.

3. Chega o momento da Comissão Especial, que se destina exclusivamente a analisar a PEC. No colegiado, os deputados podem propor mudanças por meio de emendas. O próprio relator pode apresentar um novo texto (chamado de substitutivo), com alterações na proposta. A Comissão Especial tem 40 sessões (!!!!) para formular um parecer. Nas 10 primeiras sessões, os deputados podem apresentar emendas à PEC, mas precisam ter assinaturas de, no mínimo, 171 deputados (1/3 da Câmara). Neste caso, na 11ª sessão, logo depois de encerrado o prazo de emendas, o relator já pode trazer seu parecer – vão pegando a burocracia do negócio...

4. Chegamos ao plenário (Câmara do Deputados) , onde passará por dois turnos de discussão e votação. Nas duas votações, a PEC precisa ser aprovada por, no mínimo, 308 deputados – 3/5 dos membros. Entre os dois turnos, há um intervalo de cinco sessões. Caso o texto não alcance o número mínimo necessário, a PEC é considerada arquivada – vão vendo...

5. Sendo aprovada, vai para o Senado (acredito que esse passo só ocorrerá no segundo semestre de 2019!). Aqui temos uma comissão que pode propor emendas mediante assinatura de pelo menos 1/3 do Senado.

6. Chega ao plenário (Senado) , onde passará por 5 sessões de discussão. Serão 2 turnos de votação, com necessidade de aprovação de ao menos 60% dos membros em cada turno: 49 votos de 81. No caso de emendas, precisam ser aprovadas por ao menos 1/3 do Senado, e ocorrendo mudanças voltamos ao 4 (!!!). Notem que o texto só é considerado aprovado pelas duas Casas (Deputados e Senadores) quando chegam a uma proposta em comum – até lá, meus amigos, o texto é enviado para uma e outra Casa depois das alterações. Fácil, não? E aqui vai um adendo: dada a importância da questão, imagino que muitas pessoas vão querer deixar sua marca.

7. Se o Senado aprovar a proposta integralmente, a Câmara será comunicada e convocada sessão do Congresso (sessão conjunta com Câmara e Senado) para a promulgação pelas Mesas.


Cansou? Pois então, sugiro recuperar o fôlego nesse carnaval, seja na folia, seja em frente à Netflix, e se preparar porque nos esgotaremos de falar sobre as reformas. E já adianto que entre cada passo acima, teremos intervalos: ora o cenário externo refletindo nos mercados locais; ora teremos momentos de dúvidas se vai dar certo. O que sugere bastante volatilidade. Bastante. Mas, meus amigos carnavalescos, reformas neste momento significam fluxo de investimentos para o Brasil, crescimento econômico e, portanto, taxa de câmbio baixa. Então, acredito que vai valer a pena. Boa folia para todos!

Fernanda Consorte
Estrategista de Câmbio
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Nota da Autora

Talvez existam pessoas que tenham o heroísmo (ou a cara de pau?) de fazer projeções com forte grau de convicção para a taxa de câmbio brasileira. Eu, economista de formação, com mais de 10 anos andando nesse mercado de inconstâncias, prefiro dizer que sou capaz de dar opiniões, quiçá direções para essa variável. Humildade posta, eventualmente tomarei a frente para dar opiniões sobre fatos que podem gerar consequências no mercado, tentando desvendar quem vem primeiro: o ovo ou a galinha.

CAUSA OU CONSEQUÊNCIA? O OVO OU A GALINHA?
Dois temas, uma aposta



CAUSA: Os mercados encerram a semana com a esperança de mais um passo na direção de um acordo comercial entre EUA e China. Hoje o Presidente americano, Donald Trump, irá se encontrar com o vice-primeiro-ministro da China, responsável pelo comércio exterior no país.

Eu sei... estamos todos cansados dessa história, mas infelizmente, essa novela deve continuar. Temos que ficar atentos que a data limite para esse acordo é 1º de Março (vulgo sexta que vem), quando vence a trégua entre os dois países e as tarifas comerciais voltam a incidir. Há quem diga que essa data deve ser postergada se até lá nenhum acordo for alcançado.

Do lado sul do continente americano, o presidente do senado, David Alcolumbre, se diz esperançoso que a reforma da previdência chegue ao Senado em Abril. Se isso acontecer, meus amigos, – acho bem difícil – preparem-se para a enxurrada de bom humor local.

CONSEQUÊNCIA: Essa expectativa externa e rumores locais deram um alívio no mercado hoje, e assim será sempre que esses dois temas mostrarem sinais de solução. Quanto antes houver reforma da previdência com o menor ajuste possível, mais baixo o patamar da taxa de câmbio. Façam suas apostas.


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Fernanda Consorte
Estrategista de Câmbio
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Nota da Autora

Talvez existam pessoas que tenham o heroísmo (ou a cara de pau?) de fazer projeções com forte grau de convicção para a taxa de câmbio brasileira. Eu, economista de formação, com mais de 10 anos andando nesse mercado de inconstâncias, prefiro dizer que sou capaz de dar opiniões, quiçá direções para essa variável. Humildade posta, eventualmente tomarei a frente para dar opiniões sobre fatos que podem gerar consequências no mercado, tentando desvendar quem vem primeiro: o ovo ou a galinha.

CAUSA OU CONSEQUÊNCIA? O OVO OU A GALINHA?
Boas notícias – reforma detalhada



CAUSA: O Governo anunciou nesta manhã os detalhes da proposta da Reforma da Previdência enviada ao Congresso. O discurso e o material divulgado atacam o problema de desigualdade (com queda da alíquota de INSS para os que ganham salários baixos), dos privilégios (como limitar o valor pago na concessão do benefício de pensão por morte (50% por família + 10% por dependente), e da acumulação de benefícios de cônjuges e companheiros a 100% do benefício de maior valor + % da soma dos demais).

Conforme já adiantado, o impacto da Proposta será de R$ 1,072 trilhão em dez anos. Considerando também o efeito de R$ 92,3 bilhões via mudanças na aposentadoria dos militares (a ser entregue em 30 dias), o impacto da reforma chegará a R$ 1,164 trilhão em dez anos (cerca de 16% do PIB estimado de 2018 e de 8% do estimado para 2028). Hoje, a dívida bruta do setor público soma 76,7% do PIB.

CONSEQUÊNCIA: O mercado gostou das informações, apresentadas com clareza, diga-se de passagem. Assim demos mais um passo nesse tema que será constante neste ano. Repetindo: Reforma da Previdência significa fluxo de investimentos para o Brasil e, portanto, taxa de câmbio baixa. Mas lembrem-se de que vai demorar e haverá volatilidade... fora o teste de capacidade política do novo governo.


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Talvez existam pessoas que tenham o heroísmo (ou a cara de pau?) de fazer projeções com forte grau de convicção para a taxa de câmbio brasileira. Eu, economista de formação, com mais de 10 anos andando nesse mercado de inconstâncias, prefiro dizer que sou capaz de dar opiniões, quiçá direções para essa variável. Humildade posta, eventualmente tomarei a frente para dar opiniões sobre fatos que podem gerar consequências no mercado, tentando desvendar quem vem primeiro: o ovo ou a galinha.

CAUSA OU CONSEQUÊNCIA? O OVO OU A GALINHA?
Passo de bebê


CAUSA: A reforma da Previdência é, sem dúvida, um caminho para o crescimento mais acertado da economia brasileira. Assim, temos que acompanhar todo o desenrolar dessa história com a mesma paciência (e expectativa) que temos quando nossos filhos nascem e evoluem. O fato é que há uma série de passos até termos a tão necessária reforma aprovada, mas ontem foi dado o primeiro passinho (de bebê) nessa direção.

Jair Bolsonaro aprovou o texto da reforma da Previdência, que será enviado para o Congresso no curto prazo -- os detalhes do texto serão apresentados para a mídia na próxima quarta-feira. Mas o appetizer servido ontem sugeriu uma reforma séria, que, se aprovada, representará uma economia de R$ 1,1 trilhão em 10 anos, valor suficiente para inverter a trajetória de crescimento da dívida bruta.

CONSEQUÊNCIA: Guardem esta informação: reforma da Previdência significa fluxo de investimentos para o Brasil e, portanto, taxa de câmbio baixa. Qualquer passo nessa direção (mesmo que um mero engatinhar) já anima o mercado, por isso estamos vemos a taxa de câmbio querendo voltar para os US$/R$ 3,70. Por outro lado, tenham também em mente que vai demorar e haverá volatilidade. Paciência, cada criança tem seu próprio tempo.


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CAUSA OU CONSEQUÊNCIA? O OVO OU A GALINHA?
Montanha-Russa e a Esperança


CAUSA: Acredito que seja importante termos em mente que ainda estamos à mercê dos solavancos internacionais. Nesses dias, o fôlego dos mercados, sobretudo da taxa de câmbio, deu-se (1) pela esperança – aquela que, ao lado da fé, nos ajuda em momentos difíceis – de um avanço no pacto comercial entre EUA e China, dado que neste momento ocorrem reuniões em Pequim; e (2) os sinais de que Republicanos e Democratas chegarão a um consenso no final desta semana em relação a um orçamento para a construção das barreiras entre México e EUA (um muro mesmo. Alguém lembra de Berlim?); e, portanto, não continuarão com a paralisação bastante custosa do governo americano.

Localmente, ainda pairam questões/ruídos sobre a reforma da Previdência. Já adianto que essas questões se estenderão por meses e conversaremos “muuuuuito” sobre tal assunto. Esses ruídos também vão trazer volatilidade.

CONSEQUÊNCIA: Com o cenário nada róseo, a volatilidade será uma realidade a ser encarada. Mas ressalto: evoluções sobre reformas serão muito bem recebidas pelo mercado, e só com elas teremos uma taxa de câmbio abaixo dos US$/ R$ 3,70. Tenho esperanças.    


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CAUSA OU CONSEQUÊNCIA? O OVO OU A GALINHA?
Sem notícias locais... Exterior manda na “coisa” toda.

CAUSA: Nem o Banco Central brasileiro mantendo taxa de juros com um tom mais cauteloso, somado a um Banco Central americano (Fed) sugerindo fim de ciclo de alta, foram capazes de reverter o “voo para qualidade” ou flight to quality nesta semana. Os investidores não estão muito interessados em países emergentes, porque o “temor” com a desaceleração mundial, sobretudo da China, falou mais alto.

Trump in the house: ontem, o presidente Trump disse que não deve encontrar Xi Jinping até 1 de março, quando acaba a trégua comercial entre EUA e China. Lembrando que o mesmo Trump declarou, semana passada, que não assinaria acordo comercial sem esse encontro – vai entender...

CONSEQUÊNCIA: A taxa de câmbio seguiu a tendência de alta. O que precisamos? Notícias locais positivas que dependem do governo e de sua articulação no Congresso, em relação à reforma da Previdência.


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CAUSA OU CONSEQUÊNCIA? O OVO OU A GALINHA?
Tom positivo, mas a pulga está pulando por aí



CAUSA: Encerramos a semana com as eleições para presidente no Legislativo. Embora os resultados (tanto da Câmara quanto do Senado) só devam sair à noite, os mercados devem operar com essa expectativa. Os favoritos são nomes já conhecidos, como Rodrigo Maia para a Câmara dos Deputados, e Renan Calheiros para o Senado – ambos dizem estar comprometidos com as reformas, mas sempre há uma pulga atrás da orelha.

De fato, a maior alegria desta semana (e fez com que a bolsa subisse, o real valorizasse e as expectativas de juros recuassem) foi o anúncio do governo de que a Reforma da Previdência será para todos – militares não sairão ilesos –, mostrando compromisso com as contas fiscais e dando a ideia de que não há privilégios. Gostei!

Do lado internacional, mais do mesmo: Fed sugerindo final do ciclo de alta de juros (e “bora” fluxo de dinheiro para emergentes!) e mínimas evoluções no acordo comercial entre China e EUA, mas ao menos há dialogo.

CONSEQUÊNCIA: Como tenho repetidamente falado, a reforma da previdência será a chave para nos descolarmos de qualquer comportamento negativo dos emergentes – ou seja, real apreciado. Mas a reforma depende do Legislativo, daí a importância das eleições de hoje. Mantemos o tom esperançoso, mas a pulga não morreu.



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CAUSA OU CONSEQUÊNCIA? O OVO OU A GALINHA?
Dubiedades, dúvidas, volatilidade



CAUSA: As eleições no Senado deixaram dubiedades por aí. Renan Calheiros não ganhou a cadeira de presidente do Senado, sugerindo que o Brasil não quer mais corrupção (yes!); porém, sabemos que Renan pode ser um ótimo aliado e um péssimo adversário (ihhhhh). Então, a decisão foi boa ou ruim? Honestamente, ainda estou sem essa resposta.

Mas o fato é que os mercados podem levantar dúvidas (já estão) em relação à aprovação da reforma da Previdência. Por exemplo, ontem o ministro da economia, Paulo Guedes, se reuniu com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. E disse que a reforma pode ser votada entre maio e julho, mas indicou que o problema é o governo ainda não ter garantido os cerca de 320 votos para aprovação com folga (o mínimo seriam 308 votos).

Isso ocorre numa semana de feriado na China (Ano-novo lunar), nos deixando carentes de notícias daquele lado do mundo. E, ontem, o presidente Donald Trump resolveu engrossar o discurso em prol da construção do muro entre EUA e México, mesmo sabendo que o preço será alto.

CONSEQUÊNCIA: A resposta da taxa de câmbio é essa tendência de alta que estamos vendo desde segunda-feira, com maior intensidade no pregão de hoje. Mas incertezas fazem parte do jogo. Se houver um mínimo sinal positivo da reforma, essa taxa de câmbio volta rapidinho.



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