CAUSA: O desastre que assolou Brumadinho nos deixou comovidos e os mercados de cabelos em pé. Contudo, ontem a empresa decidiu descomissionar (desativar) as barragens a montante em MG; tal medida, embora custe dinheiro, deverá recuperar a imagem da empresa. Acho que é um ganho institucional para o Brasil, dada a importância da Vale para o país.

 

CAUSA: O foco dos mercados, nessa (curta) semana, foi o Fórum Econômico Mundial que ocorreu em Davos, na Suíça. Nosso presidente fez um bom discurso, mas foi curto (6 minutos contra uma possibilidade de até 40) e se esquivou dos jornalistas, dado que aqui no Brasil os holofotes estão nas acusações ao senador Flávio Bolsonaro. Houve críticas.

ESPECIAL:
O gato. Esperança X Confiança.
 

Restaurar confiança é mais difícil do que criar confiança. Dos mais ingênuos aos mais incrédulos, todos percebem que a confiança é como um gato que, após escaldado, sempre ficará arredio a água quente. Sempre.
Fomos escaldados, cozidos nos últimos 5 anos, e, de fato, as medidas de confiança do brasileiro chegaram a níveis pífios.
A FGV calcula índices de confiança — dos quais costumo acompanhar a confiança do consumidor —, que tira uma foto da população e sua inquietação com o momento. Esta, em geral, tem muita relação com inflação e desemprego, ou seja, em períodos de alta inflação ou alto desemprego, a confiança dos consumidores despenca. Mais recentemente, tendo a acreditar que o desemprego fere mais do que a inflação, pois o consumidor fica descrente e não compra mais. Sem compradores, não há venda e não há ganhos.
Sigo também o índice de confiança do empresário, que está ligado ao ambiente de negócios, e, portanto, a decisão de investir, expandir e contratar está correlacionada com a confiança de que a economia vai prosperar, gerando ganhos para o empresário (= aumento de PIB). Importante ressaltar que temos uma lacuna importante na nossa economia por conta de investimentos; assim, esse indicador ganha ainda mais relevância.
Tanto um quanto outro apontam pessimismo, conforme gráficos abaixo (na metodologia do indicador, valores abaixo de 100 pontos indicam pessimismo; quando acima, indicam otimismo).



A missão do governo de Bolsonaro é restaurar a confiança da população brasileira, consumidores e empresariado, para o país voltar a crescer. Missão não fácil, mas longe de ser impossível. Acredito que o governo larga na frente quando olhamos sua popularidade.

De fato, uma pesquisa recente mostra que 40% da população avalia o governo como ótimo ou bom, versus 4% (!!!!) no início de 2018, quando tínhamos Michel Temer como presidente. A expectativa para o restante do governo é ainda mais positiva, uma vez que 63% esperam que o novo presidente faça um mandato ótimo ou bom.

Esse é um primeiro passo, um voto de confiança, mas não a sua conquista. Na minha opinião, representa mais esperança do que confiança. Portanto, o governo tem de mostrar para a população que suas promessas serão cumpridas, de forma séria e contínua. Um processo de construção, por meio de medidas de segurança pública, reformas econômicas e atos contra corrupção, e mais que isso, provar a todo o tempo que a escolha da população foi correta e esse governo abandonou os “costumes” históricos de corrupção. Vejam, é um movimento sutil, frágil e não imediato.

Notícias, mesmo que sejam somente especulações, como por exemplo as questões levantadas sobre o Senador Flávio Bolsonaro, podem estremecer a opinião pública e, consequentemente, desgastar o governo. E lembrem-se de textos anteriores em que mencionei a importância das reformas para o Brasil, inclusive na restauração de confiança.

Considerando os valores dos ativos de mercado financeiro (como a taxa de câmbio), os investidores estão relativamente tranquilos diante dos últimos acontecimentos — monitorando-os. Mas as próximas pesquisas de popularidade e de aprovação do presidente Bolsonaro devem gerar reação nos preços dos ativos, uma vez que os números da popularidade do presidente devem ditar as expectativas sobre a aprovação de medidas importantes no Congresso, como a reforma da Previdência. Assim, repito, restaurar confiança é difícil, merece atenção e disciplina. E lembrem-se: o gato é um bicho arredio; se vir a água quente, terá medo e ficará desconfiado...

Caros amigos leitores, vocês que acompanham e gostam de nossos textos, convido-os para seguirem nossa página no instagram @bancoourinvest. Lá temos stories diários sobre o mercado. Vem! #economia #câmbio #finanças #brasil
Fernanda Consorte
Estrategista de Câmbio
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Nota da Autora

Talvez existam pessoas que tenham o heroísmo (ou a cara de pau?) de fazer projeções com forte grau de convicção para a taxa de câmbio brasileira. Eu, economista de formação, com mais de 10 anos andando nesse mercado de inconstâncias, prefiro dizer que sou capaz de dar opiniões, quiçá direções para essa variável. Humildade posta, eventualmente tomarei a frente para dar opiniões sobre fatos que podem gerar consequências no mercado, tentando desvendar quem vem primeiro: o ovo ou a galinha.

CAUSA OU CONSEQUÊNCIA? O OVO OU A GALINHA?
Não adianta fugir da hierarquia



CAUSA: Eu sou uma partidária da hierarquia, não porque ame o conceito, mas porque os seres vivos são naturalmente hierarquizados, e as coisas funcionam assim quase que biologicamente. Vejam os animais.
Entre os países emergentes, essa hierarquia também está presente. E nós, brasileiros, temos seguido o mestre Chinês. Não tem jeito.

Os mercados estão animados por possível acordo comercial entre China e EUA, na reunião marcada para 30-31/janeiro. Segundo um jornal gringo, o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, propôs suspender algumas (ou todas) as tarifas adicionais impostas a importações chinesas no ano passado. Será????

E isso tem propiciado um pregão melhor, evitando repercussão negativa pela decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, de suspender as investigações de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (filho do presidente). O pedido foi feito justamente por Flávio Bolsonaro, alegando que vai ganhar foro perante o STF, já que assumirá em fevereiro o mandato de senador. Eita! O pedido de Flávio deveria gerar desgaste ao novo governo.


CONSEQUÊNCIA: A hierarquia ajudou, e as cotações do dólar estão de lado hoje e até a bolsa está subindo... Mas repetindo a frase da minha última nota: “o governo tem que mostrar a que veio rapidamente” e ganhar uns passos na fila hierárquica dos emergentes, porque eu não confiaria nesse eventual acordo entre China e EUA.

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Talvez existam pessoas que tenham o heroísmo (ou a cara de pau?) de fazer projeções com forte grau de convicção para a taxa de câmbio brasileira. Eu, economista de formação, com mais de 10 anos andando nesse mercado de inconstâncias, prefiro dizer que sou capaz de dar opiniões, quiçá direções para essa variável. Humildade posta, eventualmente tomarei a frente para dar opiniões sobre fatos que podem gerar consequências no mercado, tentando desvendar quem vem primeiro: o ovo ou a galinha.

CAUSA OU CONSEQUÊNCIA? O OVO OU A GALINHA?
Para inglês ver...



CAUSA: Um dos temas internacionais que tem incomodado mercados é o Brexit – a saída/ separação do Reino Unido da União Europeia, com prazo final em 29 de março (logo ali).
Todo divórcio causa mágoa, mas há aqueles amigáveis e feitos com acordos; e é isso que o mercado gostaria que ocorresse entre as partes.
Nesta novela, ontem o parlamento britânico rejeitou (maior derrota da história!) o acordo do Brexit, proposto pela primeira-ministra Theresa May. Assim, a incerteza volta a imperar nos mercados europeus, mesmo porque, além de o caso caminhar para um divórcio litigioso, a primeira-ministra pode perder (ou renunciar a) seu cargo.

CONSEQUÊNCIA: INCERTEZA. Pode haver um novo governo, pode haver nova eleição sobre o Brexit, pode acontecer um acordo, e pode também ocorrer divórcio sem acordo (ou seja, uma saída abrupta da União Europeia, cujo efeitos econômicos podem ser severos para a região). Incertezas nos países desenvolvidos, num clima de desaceleração mundial, não é bom para país emergente. Assim, localmente, o governo tem que mostrar a que veio rapidamente...

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Talvez existam pessoas que tenham o heroísmo (ou a cara de pau?) de fazer projeções com forte grau de convicção para a taxa de câmbio brasileira. Eu, economista de formação, com mais de 10 anos andando nesse mercado de inconstâncias, prefiro dizer que sou capaz de dar opiniões, quiçá direções para essa variável. Humildade posta, eventualmente tomarei a frente para dar opiniões sobre fatos que podem gerar consequências no mercado, tentando desvendar quem vem primeiro: o ovo ou a galinha.

CAUSA OU CONSEQUÊNCIA? O OVO OU A GALINHA?
Ajudando do lado - do lado de lá e ajudando do lado de cá



CAUSA: Não podemos reclamar, o cenário internacional tem ajudado. Depois de meses sendo o foco das atenções e trazendo o real acima de US$/R$ 3,9, as notícias gringas deram alívio: ontem, o discurso do presidente do Fed (Banco Central do EUA) mostrou que serão pacientes na elevação de juros, o que é bom para moedas de emergentes (o diferencial de juros para de subir e tende a acabar o flight to quality). Além disso, após o banho de água fria da reunião entre a China e os EUA nessa semana, esses países deram sinalizações de que devem continuar as negociações no fim deste mês.

No lado tropical, nosso presidente deu aval à negociação entre Embraer e Boeing, fato positivo para a Bolsa de Valores. Fechando a semana com chave de ouro, a inflação medida pelo IPCA de 2018 fechou em 3,75%, bem abaixo do centro da meta de 4,5% — palmas para a política acertada do Banco Central!

CONSEQUÊNCIA: Os ativos do mercado local, dólar inclusive, devem fechar a semana com viés positivo #partiufimdesemana. Contudo, acredito que a barreira ao redor dos US$/R$ 3,68- 3,70 só será quebrada com notícias mais concretas, seja lá de fora como domesticamente.

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Talvez existam pessoas que tenham o heroísmo (ou a cara de pau?) de fazer projeções com forte grau de convicção para a taxa de câmbio brasileira. Eu, economista de formação, com mais de 10 anos andando nesse mercado de inconstâncias, prefiro dizer que sou capaz de dar opiniões, quiçá direções para essa variável. Humildade posta, eventualmente tomarei a frente para dar opiniões sobre fatos que podem gerar consequências no mercado, tentando desvendar quem vem primeiro: o ovo ou a galinha.

CAUSA OU CONSEQUÊNCIA? O OVO OU A GALINHA?
‘Tá’ positivo, ‘tá’ favorável



CAUSA: Do lado internacional, há esperança de que os Estados Unidos e a China anunciem algum progresso nas negociações comerciais, que foram concluídas nesta madrugada. Além disso, Donald Trump não declarou "emergência nacional" para resolver o impasse, no Congresso, sobre a construção de um muro na fronteira com o México, mas voltou a pedir dinheiro para o projeto (meros US$ 5,7 bilhões). Por outro lado, houve revisão para baixo da expectativa de crescimento mundial (e do Brasil) pelo Banco Mundial.
Do lado doméstico, mantemos o clima de otimismo após a reunião entre o Ministério da Economia e a Casa Civil para alinhar a proposta sobre a Reforma da Previdência. O projeto deve ser mais duro que o previsto, visando resolver o problema previdenciário no longo prazo (falam em 20 anos! Que assim seja). Segundo o governo, pretendem enviar ao Congresso uma proposta única e robusta de reforma, incluindo a criação de um regime de capitalização para trabalhadores que ainda não ingressaram no mercado de trabalho.

CONSEQUÊNCIA: Dando maior valor às notícias domésticas, a taxa de câmbio segue ancorada no patamar de US$/R$ 3,7. De fato, “tá” positivo, “tá” favorável. Mas acredito que, nas próximas semanas, sobretudo a partir de fevereiro, o mercado irá cobrar (e precificar se necessário) coesão entre Governo e Congresso. Mesmo porque o clima de desaceleração mundial persiste, sobretudo na cabeça dos investidores estrangeiros.
Fernanda Consorte
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CAUSA OU CONSEQUÊNCIA? O OVO OU A GALINHA?
Fiquei otimista mesmo #prontofalei



CAUSA: Não subestimemos a capacidade do Brasil de se descolar dos outros emergentes, considerando um bom trabalho deste novo governo. Essa primeira semana do ano foi um exemplo disso. Enquanto ainda falamos de desaceleração econômica global e aversão a risco, os discursos dos novos ministros (com destaque para o Ministro da Economia, Paulo Guedes) e a confirmação da reforma da previdência ser a prioridade do governo fizeram os mercados brasileiros “brilharem” nesses últimos três pregões. Vão encarar?
Ok, ok... Hoje a China ajudou, anunciando diminuição de compulsório aos bancos no país, para estimular a economia, bem como uma reunião com os EUA, na próxima semana, para tratar de assuntos comerciais. Mesmo assim, o otimismo local pesou mais nos mercados nos últimos dias.

CONSEQUÊNCIA: Com isso, o real foi o grande destaque entre moedas emergentes, e a taxa de câmbio brasileira caiu cerca de 3,0% até o momento, alcançando US$/R$ 3,76. Vamos curtir essa onda de otimismo e ficar na torcida para continuar.
Fernanda Consorte
Estrategista de Câmbio
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Talvez existam pessoas que tenham o heroísmo (ou a cara de pau?) de fazer projeções com forte grau de convicção para a taxa de câmbio brasileira. Eu, economista de formação, com mais de 10 anos andando nesse mercado de inconstâncias, prefiro dizer que sou capaz de dar opiniões, quiçá direções para essa variável. Humildade posta, eventualmente tomarei a frente para dar opiniões sobre fatos que podem gerar consequências no mercado, tentando desvendar quem vem primeiro: o ovo ou a galinha.

CAUSA OU CONSEQUÊNCIA? O OVO OU A GALINHA?
Mãos à obra: 2019 começou



CAUSA: Primeiro dia útil do ano e o mercado internacional já sinaliza que 2019 não deve ser fácil para os países emergentes. O indicador de atividade industrial da China de dezembro mostrou resultado pior que o esperado E registrou valor abaixo de 50 pontos, sugerindo que o país está mesmo em rota de desaceleração.
Assim, 2019 está nas mãos do cenário doméstico (i.e., governo). Ontem, Jair Bolsonaro se apossou da faixa presidencial, com destaque para o belo discurso de nossa primeira-dama, e o pregão de hoje age também em relação às expectativas das medidas econômicas do novo governo.

CONSEQUÊNCIA: A força negativa vindo do exterior está sendo parcialmente moderada pela posse do novo governo e com o noticiário mostrando que, no primeiro dia do ano, a equipe econômica já estava trabalhando nas medidas necessárias para desenvolvimento do país. Assim, o real desvaloriza menos que outras moedas emergentes. Mãos à obra e vamos aguardar.
Fernanda Consorte
Estrategista de Câmbio
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