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CAUSA OU CONSEQUÊNCIA? O OVO OU A GALINHA?
Momento “O Avarento”



CAUSA: Eu adoro gastar, gosto da sensação de comprar, e acredito que boa parte das pessoas me entenderão. Contudo, acho importante ressaltar que o Brasil necessita de um ajuste nos gastos. Assim, independentemente da ideologia do próximo presidente da república, este precisará ter um compromisso sério com reformas que visem ao resultado fiscal. Um governo sem essa finalidade provocaria um problema de solvência (ou credibilidade do Brasil em relação ao resto do mundo).
O problema é que os candidatos atuais são bastante díspares, causando uma forte incerteza; e o mercado tem incentivos para estar preparado para o pior – ou seja, caso algum candidato ignorar a questão fiscal e provocar, por exemplo, aumento de gastos através de emendas constitucionais ou outro artifício possível.

CONSEQUÊNCIA: Os ativos respondem a incertezas exacerbadas e, por isso, somente pela atual certeza doméstica, a taxa de câmbio está ao redor US$/ R$ 4,15. E como não acredito que o próximo presidente, qualquer que seja o ganhador das eleições, vá ignorar completamente a questão fiscal, não acho que o patamar atual da taxa de câmbio seja sustentável, mas isso é uma conversa para o fim do ano...
Até lá, as incertezas permanecem e a taxa de câmbio segue pressionada – olhem só, no período pré-impeachment da Dilma (em 2015), quando tivemos alto grau de incerteza, a taxa de câmbio bateu US$/ R$ 4,17, que a preços de hoje equivale cerca de US$/ R$ 4,50, #ficaadica.
Fernanda Consorte
Estrategista de Câmbio
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CAUSA OU CONSEQUÊNCIA? O OVO OU A GALINHA?

Estamos no alto, será que ele aparece?

 

 

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CAUSA: A pergunta que não quer calar é se e quando o Banco Central vai intervir no mercado de câmbio. A angústia se deve pela escalada em alta montanha da taxa de câmbio ao longo dessa semana, batendo US$/ R$ 4,12. Temos que lembrar que a intervenção do Banco Central do Brasil (BCB) serve para amenizar volatilidade e não conter desvalorização/ valorização. Nossa taxa de câmbio é flutuante e o BCB não tem que impor limites a ela. Porém, o BCB pode intervir quando achar que o nível atual está afetando fundamentos, seja por meio de swaps cambiais, e, no limite, até por aumento na taxa de juros.

 

CONSEQUÊNCIA: A taxa de câmbio só afeta fundamentos quando se mantêm em um determinado patamar por algum tempo, semanas, até meses. Assim, se o BCB está seguindo esse preceito e, enquanto tivermos esse nível de incerteza com o cenário eleitoral, o fluxo cambial financeiro muito baixo, a moeda brasileira vai ficar sem muito sentido, sem muita força para se valorizar. Contudo, ainda acho que uma aparição do BCB via swaps ajudaria no fluxo financeiro e, poderia ajudar também a moeda sair do modo pânico.

 

 

Fernanda Consorte
Estrategista de Câmbio
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Nota do Autor

Talvez existam pessoas que tenham o heroísmo (ou a cara de pau?) de fazer projeções com forte grau de convicção para a taxa de câmbio brasileira. Eu, economista de formação, com mais de 10 anos andando nesse mercado de inconstâncias, prefiro dizer que sou capaz de dar opiniões, quiçá direções para essa variável. Humildade posta, eventualmente tomarei a frente para dar opiniões sobre fatos que podem gerar consequências no mercado, tentando desvendar quem vem primeiro: o ovo ou a galinha.

 

 

 

CAUSA OU CONSEQUÊNCIA? O OVO OU A GALINHA?

Tempestade Perfeita

 

 

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CAUSA: Sabem aquela sensação de quando estamos no mar e de repente vem uma onda – grande – atrás da outra e temos pouco tempo para respirar, e bate um desespero (famoso “caldo”)? Aqui estamos, no meio de um caldo eleitoral.
De um lado, Jair Bolsonaro tem mostrado resiliência com eleitores fiéis (candidato que hoje o mercado julga sem governabilidade suficiente para ações necessárias); e de outro lado, aumenta a chance de termos mais um governo PT. E nessa seara de pesquisas, o candidato Alckmin, qual o mercado julga como reformista e com governabilidade, segue bastante enfraquecido... E para ajudar, o cenário externo não está muito auspicioso. Tempestade perfeita.

 

CONSEQUÊNCIA: Taxa de câmbio beliscando os temidos US$/ R$ 4,00, e mesmo com qualquer folga advinda do cenário externo, a taxa não cede. Infelizmente temos que esperar a maré acalmar. Ainda está muito cedo para qualquer candidato cantar vitória, sobretudo porque a campanha eleitoral gratuita na televisão começa somente em 31 de agosto.
Vamos ter em mente que, segundo as mesmas pesquisas que estão fazendo essa tempestade, mais de 60% dos entrevistados dizem que encontram informações sobre os candidatos na TV; assim como os meios com maior influência de votos são os debates e o programa eleitoral na televisão.

 

 

Fernanda Consorte
Estrategista de Câmbio
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Nota do Autor

Talvez existam pessoas que tenham o heroísmo (ou a cara de pau?) de fazer projeções com forte grau de convicção para a taxa de câmbio brasileira. Eu, economista de formação, com mais de 10 anos andando nesse mercado de inconstâncias, prefiro dizer que sou capaz de dar opiniões, quiçá direções para essa variável. Humildade posta, eventualmente tomarei a frente para dar opiniões sobre fatos que podem gerar consequências no mercado, tentando desvendar quem vem primeiro: o ovo ou a galinha.

 

 

 

CAUSA OU CONSEQUÊNCIA? O OVO OU A GALINHA?

Não há fronteiras para o estresse

 

 

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CAUSA: De um lado do Atlântico (mais perto do Mediterrâneo), a Turquia estremece todos os países emergentes desde a última sexta-feira. “Se os gringos dos desenvolvidos vão/ devem tirar o dinheiro de lá, por que no Brasil, Argentina, África do Sul, etc. seria diferente?” — a partir deste pensamento começa o corre-corre, e os preços dos ativos que medem risco (como a taxa de câmbio) acabam sofrendo. Porém, vamos lembrar que, em algum momento, os fundamentos prevalecem, e estamos melhor que a Turquia na atualidade, sobretudo nos quesitos inflação e política monetária.
O problema é que, deste lado do Atlântico, estamos à beira das eleições para presidente, e amanhã (quarta, 15), vence o registro da candidatura de Lula, e após esse período começam os embates jurídicos sobre a Lei da Ficha Limpa e a provável ilegibilidade de Lula.

 

CONSEQUÊNCIA: Volatilidade. Sei que estão cansados dessa resposta, mas isso deve ocorrer ao menos até as pesquisas eleitorais estarem com maior previsibilidade — possivelmente em meados de setembro. Porém, arrefecido o momento Turquia, há chances de voltarmos ao intervalo US$/ R$ 3,80 – R$/ US$3,85. Vamos acompanhar...

 

 

 

Fernanda Consorte
Estrategista de Câmbio
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Nota do Autor

Talvez existam pessoas que tenham o heroísmo (ou a cara de pau?) de fazer projeções com forte grau de convicção para a taxa de câmbio brasileira. Eu, economista de formação, com mais de 10 anos andando nesse mercado de inconstâncias, prefiro dizer que sou capaz de dar opiniões, quiçá direções para essa variável. Humildade posta, eventualmente tomarei a frente para dar opiniões sobre fatos que podem gerar consequências no mercado, tentando desvendar quem vem primeiro: o ovo ou a galinha.

 

 

 

CAUSA OU CONSEQUÊNCIA? O OVO OU A GALINHA?

Brasil não é para amadores

 

 

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CAUSA: Quando começamos nos animar com uma possibilidade de trégua na guerra comercial entre EUA e China (há uma reunião marcada entre esses países para tratar do tema na próxima semana), entram rumores bombásticos sobre candidato à presidência. Aparentemente, o candidato titulado por ora como o mais reformista e com governabilidade – Geraldo Alckmin – pode ter contas a prestar na Operação Lava Jato.

 

 

CONSEQUÊNCIA: Verdade ou não, essa possibilidade foi suficiente para uma virada abrupta na cotação da taxa de câmbio, descolando do movimento de moedas dos demais emergentes. De fato, como eternizou o poeta Tom Jobim, “o Brasil não é para amadores”. Nessa época de campanha eleitoral não tem como sair da mesa nem para almoçar. É muita emoção. E mais episódios como esse ainda estão por vir, preparem-se.

 

 

Fernanda Consorte
Estrategista de Câmbio
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Nota do Autor

Talvez existam pessoas que tenham o heroísmo (ou a cara de pau?) de fazer projeções com forte grau de convicção para a taxa de câmbio brasileira. Eu, economista de formação, com mais de 10 anos andando nesse mercado de inconstâncias, prefiro dizer que sou capaz de dar opiniões, quiçá direções para essa variável. Humildade posta, eventualmente tomarei a frente para dar opiniões sobre fatos que podem gerar consequências no mercado, tentando desvendar quem vem primeiro: o ovo ou a galinha.

 

 

 

CAUSA OU CONSEQUÊNCIA? O OVO OU A GALINHA?

Preferimos Português ao Economês. Grato.

 

 

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CAUSA: O mercado quer (e o país precisa) de um presidente que queira fazer as reformas necessárias, mas também as tenha condições de fazer. Assim, governabilidade é a palavra da moda. À primeira vista, quem se encaixa nesse perfil é o candidato Geraldo Alckmin. O revés dessa história é que esse candidato tem uma “pequena” lacuna: a comunicação com o povo brasileiro — justamente o mesmo povo que o colocaria na presidência.
Esses dias, mais uma vez, a voz do povo se tornou a voz da razão, e a pesquisa eleitoral divulgada pela CNT mostrou Alckmin – em SP, seu berço eleitoral – atrás de Bolsonaro, com alguma distância. E ontem, o primeiro debate eleitoral deixou claro o motivo: Alckmin peca na comunicação com o eleitorado; ninguém tem paciência com o ”economês”.

 

CONSEQUÊNCIA: O mercado ficou receoso. A Bolsa caiu, e a taxa de câmbio, nossa variável macroeconômica que também mede risco, subiu. Como havia mencionado, as chances de o mercado testar US$ R$ 3,8 – 3,85 eram grandes, e aqui estamos. Essa volatilidade já é tradicional e esperada nessa fase. Isso se deve a incertezas, isto é, ao período eleitoral no Brasil.
Contudo, não me surpreenderia se, excluído o economês do discurso, que a taxa de câmbio voltasse para US$ R$ 3,70.

 

 

 

Fernanda Consorte
Estrategista de Câmbio
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Nota do Autor

Talvez existam pessoas que tenham o heroísmo (ou a cara de pau?) de fazer projeções com forte grau de convicção para a taxa de câmbio brasileira. Eu, economista de formação, com mais de 10 anos andando nesse mercado de inconstâncias, prefiro dizer que sou capaz de dar opiniões, quiçá direções para essa variável. Humildade posta, eventualmente tomarei a frente para dar opiniões sobre fatos que podem gerar consequências no mercado, tentando desvendar quem vem primeiro: o ovo ou a galinha.

 

 

 

CAUSA OU CONSEQUÊNCIA? O OVO OU A GALINHA?

Vazou algo em Brasília ou crystal ball?

 

 

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CAUSA: Mercados seguiam comportados e com baixo volume num dia de agenda vazia e sem novidades vindo da Ata do Copom... Até que, de uma queda tímida da taxa de câmbio de 0,06% reverte-se em segundos para +0,70%, e o real atinge a máxima do dia. A causa? Rumores e especulações que ninguém sabe, ninguém viu, mas vislumbra-se que acontecerá algo no cenário eleitoral (ou será apenas um fluxo especifico?).

 

CONSEQUÊNCIA: Como havia mencionado na semana passada, a tendência de apreciação da taxa de câmbio dificilmente será mantida com as eleições presidenciais batendo à porta. Arrisco inclusive dizer que testaremos o intervalo de US$/R$ 3,8 – 3,85 em pouco tempo. A consequência será muita volatilidade e sem muita explicação, em vários pregões. Vamos acompanhar de pertinho, mas a hora pede cautela e paciência.

 

 

 

Fernanda Consorte
Estrategista de Câmbio
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Nota do Autor

Talvez existam pessoas que tenham o heroísmo (ou a cara de pau?) de fazer projeções com forte grau de convicção para a taxa de câmbio brasileira. Eu, economista de formação, com mais de 10 anos andando nesse mercado de inconstâncias, prefiro dizer que sou capaz de dar opiniões, quiçá direções para essa variável. Humildade posta, eventualmente tomarei a frente para dar opiniões sobre fatos que podem gerar consequências no mercado, tentando desvendar quem vem primeiro: o ovo ou a galinha.

 

 

 

 

Prólogo

Talvez existam pessoas que tenham o heroísmo (ou a cara de pau?) de fazer projeções com forte grau de convicção para a taxa de câmbio brasileira. Eu, economista de formação, com mais de 10 anos andando nesse mercado de inconstâncias, prefiro dizer que sou capaz de dar opiniões, quiçá direções para essa variável. Humildade posta, eventualmente tomarei a frente para dar opiniões sobre fatos que podem gerar consequências no mercado, tentando desvendar quem vem primeiro: o ovo ou a galinha.

 

 

CAUSA OU CONSEQUÊNCIA? O OVO OU A GALINHA?

Muita calma nessa hora

 

 

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CAUSA: Os dados de payroll (ou criação de postos de trabalho nos EUA) vieram abaixo das expectativas do mercado.

A economia americana criou 157 mil empregos em julho, enquanto a previsão era de 193 mil, MAS houve revisões para cima dos dois meses anteriores, E o salário médio avançou 2,7% em julho.

Acontece que, além disso, a China tem feito barulho por lá, e barulho de 1,4 bi de pessoas fica muito alto. Não estão gostando nada, nada da guerra comercial travada pelos EUA, e anunciaram medidas para controlar a desvalorização do Yuan, aumento de compulsório para mercado de câmbio...

CONSEQUÊNCIA: O dólar perdeu força, e o real está se valorizando mais 1% até o momento. Porém, eu manteria a calma e o ceticismo. Estamos à beira de uma campanha eleitoral em que o índice de rejeição de todos os possíveis candidatos é altíssimo. Assim, não acredito na manutenção dessa tendência de valorização do real.

 

 

 

Fernanda Consorte
Estrategista de Câmbio
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