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ESPECIAL: Resoluções/expectativas 2019


Atire a primeira pedra quem nunca pensou em ler a sorte, consultar o horóscopo do dia num dia de maior aflição. Essa época do ano, então, é ainda mais propicio. Suponho que se fizéssemos uma análise do negócio “numerólogos, astrólogos e afins”, chegaríamos à conclusão de que o fim de ano é sazonalmente mais favorável. Eu que não fujo à regra, fui dar uma olhada no que o ano 2019 me/nos espera e notei que o número de 2019 será “regido” pelo 3: 2 + 0 + 1 + 9 = 12; 1 + 2 = 3.

Diante disso, resolvi usar esse número regente para compartilhar 3 resoluções/expectativas econômico-políticas que nosso Brasil merece para 2019. Antes, uma pequena introdução do que tenho percebido das condições atuais.

Encerramos 2018 com um sentimento de aversão ao risco global, com muitos conflitos econômico-políticos ao redor do mundo, como guerra comercial entre EUA e China causando expectativa de desaceleração acentuada; Zona do Euro com dificuldades de se recuperar; Brexit; Argentina com sinal amarelo, num mundo com EUA subindo taxa de juros. Tudo isso, junto e misturado, tem causado saída de capital dos países emergentes para os desenvolvidos – lembrem-se, a corda sempre arrebenta do lado mais fraco. Contudo, acredito mesmo que se o Brasil concretizar as resoluções/expectativas abaixo, podemos (e vamos!) nos descolar dos emergentes em 2019. A saber:

 

1. Foco nas reformas fiscais (eu ouvi Previdência?): Há tempos falamos da importância do ajuste das contas fiscais. Teremos o quinto ano seguido de déficit nas contas fiscais. E o problema está no crescimento das despesas e na dificuldade de reduzi-las, sobretudo as despesas como salários e benefícios previdenciários, que representam cerca de 90% dos gastos totais. Assim, o governo que se inicia tem que focar neste tema rapidamente, sendo o número 1 na agenda de prioridades. Sem sinalizar que resolverão o tema fiscal, a confiança dos agentes seguirá abalada e o Brasil seguirá no “balaio” dos emergentes, à mercê da volatilidade internacional;

2. Foco na mudança (promessa é dívida!): A escolha de Jair Bolsonaro para presidente (um rosto e partido diferentes no poder) e o alcance da maior taxa de renovação do legislativo em décadas, em minha opinião, sugeriram necessidade de mudança pela população brasileira. O povo estará de olho nas ações do governo, para ver se a “mudança” de fato chegou. E uma das marcas da campanha do próximo presidente foi a segurança pública. Acredito, portanto, que a população quer ter o sentimento de maior segurança nas ruas.

3. Foco em aumentar infraestrutura (opa, vamos de privatizações?): Estamos cansados de saber que a infraestrutura do Brasil é capenga, sempre estamos em péssimos lugares nos rankings relacionados a esse tema. Sabemos também que o Brasil precisa crescer bem estruturado, e para que a economia brasileira se insira em cadeias de valor, são necessários investimentos em fornecimento de energia, logística de transporte e telecomunicações – temas vitais para o planejamento de investimentos e para a capacidade de competitividade internacional. O país precisa de uma agenda de privatizações e concessões para que o investimento privado se concretize e vençamos os gargalos da infraestrutura.

Tenho certeza de que essas resoluções não são rápidas de ser executadas e implementadas, sobretudo porque a máquina pública gira mais devagar que as aspirações da população e principalmente dos investidores. Mas a inclinação de que estamos no caminho do alcance desses pontos já ajudaria muito para descolarmos dos outros países emergentes e apresentarmos boa performance em 2019. Força, Brasil!

O time de estratégia e todo o Banco Ourinvest aproveita para informar que passaremos essa virada de ano com pensamentos otimistas e com a sensação de que teremos um ótimo ano pela frente. E mais importante: que estaremos sempre à disposição e com as ferramentas apropriadas para ajudar nossos clientes em qualquer cenário. Boas festas e um excelente 2019 para todos nós!
Fernanda Consorte
Estrategista de Câmbio
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Nota da Autora

Talvez existam pessoas que tenham o heroísmo (ou a cara de pau?) de fazer projeções com forte grau de convicção para a taxa de câmbio brasileira. Eu, economista de formação, com mais de 10 anos andando nesse mercado de inconstâncias, prefiro dizer que sou capaz de dar opiniões, quiçá direções para essa variável. Humildade posta, eventualmente tomarei a frente para dar opiniões sobre fatos que podem gerar consequências no mercado, tentando desvendar quem vem primeiro: o ovo ou a galinha.

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Prezado(a),

Você respondeu e nós te ouvimos!

Nosso quiz mostrou que a maioria quer saber quais fatores influenciam a taxa de câmbio. Segue a resposta de nossa estrategista de câmbio, Fernanda Consorte.



Espero que goste! Obrigado!


Você perguntou, nós respondemos:

Por que a referência mundial (inclusive para o câmbio) são os EUA?



Poderia começar este texto pela colonização europeia nas Américas, onde os EUA, diferentemente da América do Sul, parecem ter sido colonizados para moradia e não exploração. Na idade contemporânea, poderia dizer que diversos setores da sociedade norte-americana são engajados para tornar o país um ambiente favorável ao capitalismo. Usando como receita básica incentivar a iniciativa privada (ajudando empresários que queriam abrir o próprio negócio, por exemplo) e garantir baixa presença do governo na economia (o mercado seria regido somente pela lei da oferta e da demanda). Mas não sou historiadora, e pelo que sei, até a história vivida tem suas controvérsias; assim, vou me atentar somente aos dados econômicos.

O fato é que os EUA são a grande potência mundial, e os números suportam essa frase. Em 2017, o PIB norte-americano foi de US$ 19,4 trilhões, o PIB per capita de cerca de US$ 60.000 – maior fatia do PIB Mundial, representando quase 25% do total, segundo o Banco Mundial. Só para base de comparação, o Brasil, um país também territorialmente continental, não representa nem 3% do PIB mundial.

Outros dados que suportam seu desenvolvimento econômico são: IDH (índice de desenvolvimento humano, calculado pela ONU) de 0,924, entre os 15 maiores do mundo. O índice de gini é de 41,5, enquanto do Brasil é de 51,3 (mede o grau de concentração de renda em determinado país. Aponta a diferença entre os rendimentos dos mais pobres e dos mais ricos. Varia de zero a cem (alguns apresentam de zero a cem). O valor zero representa a situação de igualdade, ou seja, todos têm a mesma renda. O valor cem está no extremo oposto, isto é, uma só pessoa detém toda a riqueza).

Além disso, não dá nem para brigar no quesito competitividade. Por exemplo, o ranking mundial de competitividade (140 países), calculado pela Fórum Econômico Mundial em parceria com a Fundação Dom Cabral, que considera principalmente a avaliação de negócios disruptivos, a diversidade da força de trabalho e o estabelecimento de um governo digital. Segundo essa metodologia, os EUA são o país mais competitivo do mundo, destacando-se principalmente em dinamismo empresarial, sistema financeiro e mercado de trabalho. Em seguida vêm Cingapura, Alemanha, Suíça e Japão... e o Brasil está na 72a posição.

Finalmente e mais importante, os EUA têm uma economia estável perante o mundo e, assim, sempre são vistos como uma opção para quem quer investir ou simplesmente proteger o patrimônio. Por isso, quando ocorre um movimento de aversão ao risco, há um movimento de mudança de fluxo de capital para os EUA. O mercado financeiro americano é muito líquido; por exemplo, o giro diário das ações da Apple (que é a maior empresa do mundo) é maior do que o volume negociado por todas as ações da B3, e o mercado acionário norte-americano detém 35% do mundo, enquanto o Brasil responde por apenas 2%. Adicionalmente, além de muito liquido, o mercado financeiro americano tem uma variedade de ativos disponíveis.

A combinação de importância e estabilidade econômica, influência política e com menor risco entre os países com maior liquidez no mercado, proporciona aos EUA serem a referência mundial para vários indicadores financeiros.
Fernanda Consorte
Estrategista de Câmbio
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Nota da Autora

Talvez existam pessoas que tenham o heroísmo (ou a cara de pau?) de fazer projeções com forte grau de convicção para a taxa de câmbio brasileira. Eu, economista de formação, com mais de 10 anos andando nesse mercado de inconstâncias, prefiro dizer que sou capaz de dar opiniões, quiçá direções para essa variável. Humildade posta, eventualmente tomarei a frente para dar opiniões sobre fatos que podem gerar consequências no mercado, tentando desvendar quem vem primeiro: o ovo ou a galinha.

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CAUSA OU CONSEQUÊNCIA? O OVO OU A GALINHA?
Meros mortais



CAUSA: Conforme venho comentando há semanas, estamos à mercê dos desdobramentos internacionais. Então #ficaadica do que devemos acompanhar:

1 - Preços de petróleo: sabemos a importância desta commodity para o Brasil — por exemplo, o tamanho da Petrobrás —, e sabemos também que o preço do petróleo se forma no exterior, com grande influência da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo). Desde outubro, os preços despencaram mais de 20% e tem influenciado as variações das moedas dos emergentes.
2 - Guerra Comercial EUA e China: Houve uma trégua que foi abalada pela prisão da empresária chinesa. A relação política entre os países está complicada, e ambos os países são os maiores importadores de produtos brasileiros.
3 - Taxa de juros nos EUA: recentemente, o humor de desaceleração global e dados econômicos mais contidos têm apontado uma postura mais acomodatícia do FED, sugerindo que o ciclo de alta de juros no EUA está no fim – isso seria positivo para as moedas de emergentes.
4 - Evolução do acordo do Brexit, a cereja do bolo num mundo já com bastante aversão a risco.


CONSEQUÊNCIA: Com tanta coisa acontecendo no mundo, o real se junta ao “balaio” de outras moedas emergentes, e dança conforme a música, esquecendo os fundamentos internos. Por isso esse patamar rodando acima de R$ 3,90, nos últimos dias. O BC fez leilão de linha ontem, amenizando a cotação por hoje. Mas a verdade é que, enquanto não tivermos um novo governo ativo, ressaltando nossos bons fundamentos e trazendo mudanças, seremos meros mortais.
Fernanda Consorte
Estrategista de Câmbio
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Nota da Autora

Talvez existam pessoas que tenham o heroísmo (ou a cara de pau?) de fazer projeções com forte grau de convicção para a taxa de câmbio brasileira. Eu, economista de formação, com mais de 10 anos andando nesse mercado de inconstâncias, prefiro dizer que sou capaz de dar opiniões, quiçá direções para essa variável. Humildade posta, eventualmente tomarei a frente para dar opiniões sobre fatos que podem gerar consequências no mercado, tentando desvendar quem vem primeiro: o ovo ou a galinha.

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CAUSA OU CONSEQUÊNCIA? O OVO OU A GALINHA?
Do céu ao inferno em poucos dias



CAUSA: Na minha última nota, há meros 3 dias, eu disse que os emergentes estavam em festa. Mas como a linguagem popular nos ensinou, “festa de pobre — emergentes, para sermos mais elegantes — dura pouco”. Nesse caso, durou 1 dia.

Logo na terça-feira começou um ceticismo em relação à trégua comercial travada entre EUA e China na reunião do G20, no fim de semana. E hoje, amanhecemos com a notícia de que uma diretora executiva da gigante empresa de telecomunicações chinesa Huawei foi detida no Canadá, no último sábado, a pedido dos Estados Unidos. A prisão da executiva, que é filha do fundador da Huawei, está relacionada à suposta violação de sanções americanas contra o Irã. Azedou.

CONSEQUÊNCIA: Assim, meus amigos, o conflito político entre os dois países (China e EUA) que parecia ter sido amenizado, foi fortalecido com essa notícia. Acredito que a China terá de fazer esforços comerciais hercúleos para deter perdas de confiança dos investidores e, portanto, aumento do dólar em relação a praticamente todos os emergentes; inclusive nós brasileiros, que não temos nada a ver com o “azedume”. Os emergentes, que começaram a semana em festa, foram do céu ao inferno em poucos dias.
Fernanda Consorte
Estrategista de Câmbio
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Nota da Autora

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