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CAUSA OU CONSEQUÊNCIA? O OVO OU A GALINHA?
Democracia

 



CAUSA: As pesquisas foram certeiras, e Jair Bolsonaro foi eleito o presidente do Brasil com 55,13% dos votos válidos. Seu discurso foi positivo, regado a compromisso com a democracia: “Liberdade de ir e vir, de empreender, liberdade política e religiosa, de informar e ter opinião, de fazer escolhas”. Nós, do Banco Ourinvest, torcemos para que nosso próximo presidente tenha sucesso em conduzir nosso Brasil para patamares de destaque.

 

CONSEQUÊNCIA: Como havíamos antecipado, o mercado gostou e o câmbio abriu este pregão em queda. Acredito que essa euforia não deve ter vida longa, porque os fundamentos — sobretudo os vindos do cenário internacional (guerra comercial, política monetária nos EUA, Argentina) — devem prevalecer. Onde posso estar errada? Se um “time dos sonhos” for anunciado pelo próximo presidente para ocupar cargos importantes já nas próximas semanas, a taxa de câmbio poderá responder positivamente.  

Fernanda Consorte
Estrategista de Câmbio
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Nota da Autora

Talvez existam pessoas que tenham o heroísmo (ou a cara de pau?) de fazer projeções com forte grau de convicção para a taxa de câmbio brasileira. Eu, economista de formação, com mais de 10 anos andando nesse mercado de inconstâncias, prefiro dizer que sou capaz de dar opiniões,
quiçá direções para essa variável. Humildade posta, eventualmente tomarei a frente para dar opiniões sobre fatos que podem gerar consequências no mercado, tentando desvendar quem vem primeiro: o ovo ou a galinha.

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CAUSA OU CONSEQUÊNCIA? O OVO OU A GALINHA?
Monotonia, já vai indo?

 



CAUSA:
Eu sei que está monótono, também estou achando. Mas está acabando. Os mercados já haviam dado por certa a vitória do presidenciável Jair Bolsonaro desde o primeiro turno, e agora, faltando 3 pregões para a decisão, nada de muito importante aconteceu para mudar essa impressão. E é isso que está falando mais alto, gritando (!) e garantindo um bom humor e uma certa constância nos ativos brasileiros (oi? isso existe?).
Mas olhem, lá fora há vários acontecimentos que podem afetar direta e indiretamente os preços dos ativos brasileiros, passado esse momento unifocal de eleições — destaco: a questão orçamentária na Itália; o Reino Unido titubeando em relação ao Brexit; a velha e importante guerra comercial entre EUA e China; Arábia Saudita sendo questionada por desaparecimento de jornalista...

 

CONSEQUÊNCIA:
Em poucas palavras: tudo o mais constante, até sexta-feira o dólar seguirá nesse patamar de US$ 3,65 – 3,7, com possiblidade de “momentinho euforia” pós-eleições, no caso de confirmação do cenário de Bolsonaro eleito. Mas logo após os itens mencionados acima, assim como questões locais — composição de governo e reformas necessárias — entrarem na pauta, poderão pressionar a taxa de câmbio.

 


Fernanda Consorte
Estrategista de Câmbio
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Nota da Autora

Talvez existam pessoas que tenham o heroísmo (ou a cara de pau?) de fazer projeções com forte grau de convicção para a taxa de câmbio brasileira. Eu, economista de formação, com mais de 10 anos andando nesse mercado de inconstâncias, prefiro dizer que sou capaz de dar opiniões,
quiçá direções para essa variável. Humildade posta, eventualmente tomarei a frente para dar opiniões sobre fatos que podem gerar consequências no mercado, tentando desvendar quem vem primeiro: o ovo ou a galinha.

 

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Você perguntou, nós respondemos!

Como está o fluxo cambial brasileiro?

 



Desde que começamos nossas conversas, enfatizo a dificuldade em prever a taxa de câmbio. Porém, não significa que não é possível entender seus movimentos e sua natureza. Nesse sentido, entender e acompanhar o fluxo cambial é primordial para perceber a tendência da taxa de câmbio, ao menos no curto prazo. O fluxo cambial nos sugere se a moeda tem pontualmente força para valorizar ou desvalorizar, sobretudo na ausência de um fundamento muito específico ou indubitável (quando falo isso, me refiro àquele momento em que praticamente todos os agentes apostariam na mesma posição, dado o peso da circunstância).

 

O fluxo cambial mostra a quantidade de capital ($$$, dindin, grana) que é direcionada para dentro e para fora do país por investidores estrangeiros (volume de divisas externas). Dessa forma, fluxo de capital positivo (mais entrada de dinheiro do que saída) é essencial para as economias emergentes, pois contribui para o aumento de investimentos e para o financiamento de eventuais déficits. Além de sugerir que o investidor estrangeiro está interessado no país. Assim, um fluxo cambial positivo tende a aumentar a quantidade de dólar (a oferta de dólar) no país, diminuindo a pressão compradora, o que faz com que o real tenha uma tendência de apreciação (queda da taxa de câmbio). Por outro lado, fluxo cambial negativo tende a diminuir a oferta de dólar no país, aumentando a pressão compradora, e, portanto, sugere depreciação do real. Ou de forma simples, menor interesse dos investidores estrangeiros pelo país.


Entre janeiro e a primeira dezena de outubro, o fluxo cambial brasileiro está positivo em US$ 20,3 bilhões, com uma concentração forte de entrada líquida de recursos em abril (que somou R$ 14,4bi). Enquanto entre agosto e setembro, no auge das incertezas acerca das eleições presidenciais, tivemos um fluxo cambial negativo de US$ 10,4bi. Falemos um pouco mais...


O fluxo cambial é dividido entre comercial e financeiro, conforme observado no gráfico acima. Sendo o primeiro com movimento mais sutis que o segundo, pois se trata da compra e venda de bens e serviços. Eu, particularmente, gosto de acompanhar o movimento do fluxo cambial financeiro (somatória de IED, investimentos em carteira, investimento em derivados financeiros, ativos de reservas e outros), pois entendo que usualmente ajuda a explicar se a tendência corrente da taxa de câmbio será mantida ou não.

Por exemplo, o fluxo financeiro começou a ficar constantemente negativo a partir dos últimos dias de julho, justamente quando iniciaram as conversas, notícias de campanha eleitoral e instalou-se um nível muito forte de incerteza na economia. E seguiu assim até dia 03/outubro, quando as pesquisas eleitorais passaram a mostrar que havia crescido muito a rejeição ao candidato menos favorável ao mercado. E, não à toa, a taxa de câmbio caiu do patamar de US$/ R$ 4,00. E aqui estamos, com o mês de outubro acumulando um fluxo financeiro positivo de US$ 2,6 bilhões. Vejam, não conseguimos afirmar que a partir dessa informação a taxa de câmbio seguirá caindo, mas podemos sugerir que, com o fluxo atual, não há força depreciativa no mercado, na ausência de fundamento.



Fernanda Consorte
Estrategista de Câmbio
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Nota da Autora

Talvez existam pessoas que tenham o heroísmo (ou a cara de pau?) de fazer projeções com forte grau de convicção para a taxa de câmbio brasileira. Eu, economista de formação, com mais de 10 anos andando nesse mercado de inconstâncias, prefiro dizer que sou capaz de dar opiniões,
quiçá direções para essa variável. Humildade posta, eventualmente tomarei a frente para dar opiniões sobre fatos que podem gerar consequências no mercado, tentando desvendar quem vem primeiro: o ovo ou a galinha.

 






 

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CAUSA OU CONSEQUÊNCIA? O OVO OU A GALINHA?
De volta aos fundamentos?

 




CAUSA: O mercado aposta na (tem certeza da) vitória do candidato Jair Bolsonaro. Esse acontecimento já está refletido nos preços atuais, seja da taxa de câmbio como na Bolsa. Por isso, sai pesquisa e nada acontece, ninguém mais dá bola. Assim, daqui para frente outros fundamentos — friso a palavra fundamentos — vagorosamente começam a entrar na pauta: cenário externo e ações político-econômicas (até que enfim!!!!).
Cenário externo: Hoje tem a ata da última reunião do FED, e deve ser importante para balizar a política monetária nos EUA, especialmente quando o Sr. Trump tem falado abertamente que é contra o aumento dos juros, mesmo o FED sendo independente.
Ações político-econômicas: mercado começa a prestar atenção nas possibilidades de efetivação das promessas de Bolsonaro — em especial, reforma da previdência. Antecipo que a designação de cargos será outro tema, mas falaremos disso mais à frente...

 

CONSEQUÊNCIA: Diante do cenário externo (atritos EUA-China, desempenho chinês, Argentina e outros quiproquós), eu arriscaria dizer que o patamar de US$/R$ 3,65 - 3,70 é o piso, poderemos ver alguma euforiazinha no dia 29/out (pós-resultado eleitoral, se a perspectiva do mercado se confirmar), mas não acho que teremos taxa de câmbio abaixo desse patamar tão cedo. Daí para frente, o mesmo mercado que quer Bolsonaro como presidente, começará a cobrar ações, reformas... Vamos aguardar...  


Fernanda Consorte
Estrategista de Câmbio
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Nota da Autora

Talvez existam pessoas que tenham o heroísmo (ou a cara de pau?) de fazer projeções com forte grau de convicção para a taxa de câmbio brasileira. Eu, economista de formação, com mais de 10 anos andando nesse mercado de inconstâncias, prefiro dizer que sou capaz de dar opiniões,
quiçá direções para essa variável. Humildade posta, eventualmente tomarei a frente para dar opiniões sobre fatos que podem gerar consequências no mercado, tentando desvendar quem vem primeiro: o ovo ou a galinha.

 

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ESPECIAL: Dois Lados
 

Caros amigos, dada a urgência do tema, este mês resolvi antecipar o texto especial que divulgo na última semana de cada mês. Isso se deve em função da decisão de dividir com vocês alguns pontos que julgo destaques dos planos de governo dos presidenciáveis que chegaram ao segundo turno, para ajudá-los a tomar a melhor decisão que lhes cabe.  Assim, se eu enviasse essa humilde análise somente no fim do mês, talvez fosse um artigo mais do que merecido a ser descartado. Sei que esse tema é delicado e que tem causado briga entre amigos de infância e até em famílias, mas jamais gostaria de desentendimentos com meus amigos leitores. Dessa forma, ressalto que esta nota se esquiva (mesmo!) de qualquer viés, ou seja, nem eu, nem o Banco Ourinvest tendemos para qualquer partido político — nossos votos são secretos e guardados para nossa consciência cívica.

 

Voltando à vaca fria, temos dois candidatos bem diferentes. Haddad (eleito para o segundo turno com 29% dos votos válidos) pode ser caracterizado como mais intervencionista, enquanto Jair Bolsonaro (com 46% dos votos válidos) tende a ser mais liberal. Contudo, acredito que ambos projetos têm dificuldade de aprovação e execução, cabendo ao legislativo (senadores e deputados federais) um papel bem importante.

 

Fernando Haddad pretende (i) isentar os mais pobres de impostos e taxar grandes fortunas, (ii) manter o câmbio competitivo e menos volátil mediante regulações e controle de entrada de capital especulativo no país — ou seja, mudar o tripé macroeconômico que sugere taxa de câmbio flutuante. O candidato quer (iii) revogar a reforma trabalhista feita no atual governo, (iv) tributar mais os bancos, (v) suspender a privatização de empresas consideradas estratégicas para o país e (vi) estimular a reindustrialização (para isso, bancos públicos devem assumir papel importante no financiamento).

No tema educação, Haddad ressalta o ensino médio e superior, e pretende criar o Programa Ensino Médio Federal, ampliando a participação da União nesse nível de ensino — algumas das propostas são fazer convênio com estados para assumir escolas situadas em regiões de alta vulnerabilidade e criar um programa de permanência para jovens em situação de pobreza. E quer realizar anualmente uma Prova Nacional para Ingresso na Carreira Docente na rede pública de educação básica.

Na saúde, investir na implantação do prontuário eletrônico, que reúne o histórico de atendimento de saúde dos pacientes no SUS e implementar um Plano Nacional para o Envelhecimento Ativo e Saudável.

Em relação à política externa, quer retomar a política externa de integração latino-americana e a cooperação Sul-Sul (especialmente com a África) nas áreas de saúde, educação, segurança alimentar. E pretende reorientar a política de preço da Petrobrás.

Vale mencionar que em entrevistas, o candidato disse que não vai dar indulto ao ex-presidente Lula, após outras lideranças do PT terem levantado essa possibilidade, e menciona a criminalização da LGBTfobia e programas voltados para diversidade. (clique aqui e veja mais detalhes das propostas).

 

Jair Bolsonaro promete (i) unificar impostos, (iii) privatizar estatais, (iii) reduzir os atuais 29 ministérios para 23 (destaco aqui que a área econômica teria dois órgãos principais: Ministério da Economia e o Banco Central), (iv) manter o tripé econômico de câmbio flexível e metas fiscal e de inflação, (v) e introduzir um sistema de contas individuais de capitalização para reformar a Previdência Social, (vi) eliminar o déficit público primário no primeiro ano de governo e convertê-lo em superávit no segundo ano, (vii) além de ampliar a reforma trabalhista, com a criação de uma nova carteira de trabalho.

Na educação, o candidato diz não admitir ideologia de gêneros nas escolas, e fará a inclusão da disciplina moral e cívica e a organização social e política brasileira (temas excluídos pós-período de ditadura militar). Defende cota social. E quer ampliar o número de escolas militares, fechando parcerias com as redes municipal e estadual.

Na saúde, para combater a mortalidade infantil, defende a melhoria do saneamento básico e a adoção de medidas preventivas de saúde para reduzir o número de prematuros — entre elas, estabelecer nos programas neonatais a visita ao dentista pelas gestantes. Pretende criar a carreira de Médico de Estado, para atender áreas remotas e carentes do Brasil.

Em relação à política externa, o candidato diz que fará negócios comerciais com o mundo todo, sem viés ideológico. Pretende reduzir alíquotas de importação e barreiras não tarifárias e constituir novos acordos bilaterais internacionais. Acredita que os preços praticados pela Petrobras deverão seguir os mercados internacionais, mas suavizados com mecanismos apropriados.

Adicionalmente, pretende aumentar produtividade estimulando investimentos em novas tecnologias e quer encaminhar para aprovação do Congresso “As Dez Medidas Contra a Corrupção” propostas pelo Ministério Público Federal. E uma grande bandeira levantada é de reduzir a maioridade penal para 16 anos. Redirecionar a política de direitos humanos, priorizando a defesa das vítimas da violência e reformular o Estatuto do Desarmamento — pois defende o direito à posse e porte de arma de fogo por todos. (clique aqui e veja mais detalhes das propostas) .

 

O que falar sobre tudo isso? Mercado financeiro é uma entidade adaptável. Claro — não sejamos hipócritas —, candidatos que flertam com o liberalismo agradam mais o mercado e, portanto, sua vitória sugere moeda brasileira mais valorizada. E vale mencionar que considerando as pesquisas divulgadas até o momento, Bolsonaro parece que ganhará essas eleições com larga vantagem. Porém, não significa que o mercado não cobrará efetivação de suas promessas. E olhando esse plano econômico, podemos dizer que as propostas são ambiciosas e devem custar a serem totalmente aprovadas. Então, uma lua de mel na taxa de câmbio não seria eterna nesse cenário. 

O mesmo serve para o candidato mais à esquerda. Inicialmente o mercado precificaria riscos do protecionismo, e a moeda poderia voltar para patamares bem superiores a US$/R$ 4,0. Contudo, como as medidas sugeridas também têm dificuldade de serem implementadas num novo Congresso, esse Governo poderia rever seus planos.

 

Por fim, vale a ressalva de que temos sempre que respeitar a democracia, e tentar conviver da melhor forma que seja com o que o povo escolher. É isso que faremos a partir do dia 28. Torceremos para que nosso próximo presidente, seja ele quem for, tenha sucesso em conduzir nosso amado Brasil para patamares de destaque comercial, e nós, como Banco, proporcionaremos aos nossos clientes as melhores condições dentro de qualquer conjuntura. Não desanimem, e sobretudo não briguem.

 

Fernanda Consorte
Estrategista de Câmbio
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Talvez existam pessoas que tenham o heroísmo (ou a cara de pau?) de fazer projeções com forte grau de convicção para a taxa de câmbio brasileira. Eu, economista de formação, com mais de 10 anos andando nesse mercado de inconstâncias, prefiro dizer que sou capaz de dar opiniões, quiçá direções para essa variável. Humildade posta, eventualmente tomarei a frente para dar opiniões sobre fatos que podem gerar consequências no mercado, tentando desvendar quem vem primeiro: o ovo ou a galinha.
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CAUSA OU CONSEQUÊNCIA? O OVO OU A GALINHA?
Disse me disse



CAUSA: Fomos ao segundo turno. Mas falta pouco, somente 12 pregões, e já poderemos sair do mundo de possibilidades bipolares.
O chato do segundo turno é a intensificação do “toma lá, dá cá”, do “zum-zum-zum”, do “disse me disse”. Ontem mesmo, o possível Ministro da Casa Civil de um possível governo de Bolsonaro, disse que não há planos concretos de reforma da previdência, coisa que horas depois foi desmentida pelo presidenciável, afirmando que, se for eleito, vai procurar a equipe do governo Michel Temer responsável pela Reforma da Previdência, para apresentar a sua proposta.
Do lado de Haddad, houve um rumor de que o ex-presidente da Petrobrás José Sérgio Gabrielli (o mesmo que estava no comando da estatal durante todo o escândalo) seria o responsável por fazer o programa econômico da campanha do petista. A informação, no entanto, foi negada pelo próprio candidato. Este informou que comandará pessoalmente a área econômica de sua campanha.

E no cenário externo, os juros futuros de 10 anos (Treasuries) retomam tendência de alta, à espera de dados de inflação nos EUA. Além do que, as especulações sobre o Petróleo não são nada auspiciosas... Ou seja, dólar subindo em relação às moedas emergentes.

CONSEQUÊNCIA: Tudo isso (sobretudo o cenário local) gera volatilidade. A taxa de câmbio subiu, mostrando fragilidade de nossa moeda. Não tem jeito, será assim até o fim do mês. A taxa de US$/ R$ 3,70 foi euforia, e a depender dos rumores, podemos voltar ao patamar de US$/ R$ 3,80/ 3,85. Lembrem-se: hoje tem pesquisa eleitoral Datafolha.
Fernanda Consorte
Estrategista de Câmbio
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Talvez existam pessoas que tenham o heroísmo (ou a cara de pau?) de fazer projeções com forte grau de convicção para a taxa de câmbio brasileira. Eu, economista de formação, com mais de 10 anos andando nesse mercado de inconstâncias, prefiro dizer que sou capaz de dar opiniões, quiçá direções para essa variável. Humildade posta, eventualmente tomarei a frente para dar opiniões sobre fatos que podem gerar consequências no mercado, tentando desvendar quem vem primeiro: o ovo ou a galinha.
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CAUSA OU CONSEQUÊNCIA? O OVO OU A GALINHA?
Rufem os tambores...



CAUSA: Embora ainda muito cedo para afirmar, a evolução das pesquisas eleitorais divulgadas ao longo dessa semana tem incitado o mercado a pensar que haverá decisão no primeiro turno. E uma decisão que o mercado considera positiva – particularmente, acho prematuro, por exemplo, os votos válidos do candidato com a primeira colocação na pesquisa, Jair Bolsonaro, somariam 37%, valor bem abaixo do necessário para ser eleito no 1º turno (50% + 1 voto).

No âmbito externo, hoje, pela manhã, os EUA divulgaram os números de mercado de trabalho de setembro, que mostraram relativa acomodação. Houve geração de 134 mil vagas em setembro (versus projeção de 185 mil), o menor ganho mensal em 1 ano. O Departamento do Trabalho americano advertiu que os números de emprego em alguns setores podem ter sido afetados pelo furacão Florence, que atingiu alguns Estados do país no mês passado.

CONSEQUÊNCIA: A taxa de câmbio segue com viés de baixa, basicamente em resposta às pesquisas eleitorais. Mas a sensação é de espera do resultado das eleições presidenciais. Vale lembrar que pesquisas já erraram feio no passado — vamos ver. Que rufem os tambores....
Fernanda Consorte
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CAUSA OU CONSEQUÊNCIA? O OVO OU A GALINHA?
Contagem Regressiva



CAUSA: A pesquisa Ibope deu uma reviravolta. Segundo o levantamento, após fortalecimento do candidato Haddad nas últimas semanas, ontem vimos que: (i) o candidato Bolsonaro cresceu para 31% de intenções de votos e Haddad se manteve em 21%; (ii) a rejeição de Haddad cresceu substancialmente para 38%; e (iii) Bolsonaro e Haddad empataram no 2º turno — anteriormente mostrava Haddad à frente.

O mercado exterior não está nada bom. Alguém do governo da Itália falou por aí que o problema fiscal italiano poderia ser resolvido com uma moeda própria – ou seja, sair do Euro. Isso gerou aversão ao risco nos países europeus e fuga de capitais para países mais seguros (fly-to-quality). Nos EUA, segue a tensão comercial com a China e, vale mencionar, que o Brasil foi citado pela primeira vez.... nada bom.

CONSEQUÊNCIA: O tema local (eleições) falou mais alto que questões externas. O mercado ficou animado com o resultado da pesquisa Ibope, e a taxa de câmbio foi buscar o patamar próximo a US$/ R$ 3,90 (não alcançado desde meados de agosto). O período eleitoral está acabando e, em pouco tempo, poderemos não só mudar de assunto (ainda bem!), como também traçar cenários menos nublados para os próximos meses.
Fernanda Consorte
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