Regime de Câmbio Fixo X Regime de Câmbio Flutuante

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Você perguntou, nós respondemos:

Comparação do Real com outras moedas emergentes no 1T19



Nessa montanha-russa que se chama mercado de câmbio, venho lhes contar qual foi o desempenho de nossa moeda no primeiro trimestre do ano. Como já expliquei em outros textos, o real tem uma característica bastante volátil, seja pela liquidez da economia, seja pelo grau de abertura do país. Nesses três primeiros meses do ano, o real teve um componente importante de volatilidade, especialmente depois da calmaria de novembro e dezembro/18, quando estávamos no auge da lua de mel com o novo presidente. Em números, a variação absoluta média (ou seja, tanto para cima, quanto para baixo) do real no 1T19 foi de 17 centavos, enquanto no último bimestre de 2018 foi de 8 centavos.


O que quero dizer é que, após uma queda de quase 6% em janeiro ante dezembro, a taxa de câmbio brasileira subiu 7,5% nos dois meses à frente, refletindo as desavenças entre governo e Congresso – haja coração! Essa folga de janeiro nos deixou, no fechamento do primeiro trimestre do ano, com uma alta de 1,2% da taxa de câmbio.

 

 

 

 




Em relação a outros países emergentes, ficamos entre as 10 maiores altas da taxa de câmbio, ocupando o 9° lugar. Notem que vizinhos como o Chile, Peru, Colômbia, mostraram quedas de suas taxas de câmbio. Assim, embora não estejamos liderando a parada dessa lista, não podemos dizer que o dólar está se valorizando em relação a todos os emergentes. Ou seja, há componentes específicos brasileiros que têm nos deixado nessa posição (Alô, alô, Brasília! Alô, alô, reformas!).

É claro que o mar não está para peixe nos países emergentes, especialmente dada a desaceleração econômica mundial contratada, liderada por EUA e China em função de sua “guerra comercial”; mas nesse primeiro trimestre, as conversas entre ambos os países foram momentaneamente apaziguadas. E, conforme gráfico ao lado, podemos ver que Argentina segue bastante deteriorada, com aumento de 15% na sua taxa de câmbio, seguida pela Turquia com + 5,3%.

 

 

 

 

 

 

 


Diante das condições internacionais (longe de estarem resolvidas), ainda mantenho minha opinião de que este ano não deve ser um bom momento para países emergentes de forma geral. Se o Brasil não avançar em temas estruturais, entraremos rapidamente nesta espiral negativa. “Tudo o que ouvimos é uma opinião, não um fato. Tudo o que vemos é uma perspectiva, não a verdade.”

Fernanda Consorte
Estrategista de Câmbio
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Nota da Autora

Talvez existam pessoas que tenham o heroísmo (ou a cara de pau?) de fazer projeções com forte grau de convicção para a taxa de câmbio brasileira. Eu, economista de formação, com mais de 10 anos andando nesse mercado de inconstâncias, prefiro dizer que sou capaz de dar opiniões, quiçá direções para essa variável. Humildade posta, eventualmente tomarei a frente para dar opiniões sobre fatos que podem gerar consequências no mercado, tentando desvendar quem vem primeiro: o ovo ou a galinha.
       
       

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