Quanto custa comprar moedas e enviar remessas?

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Prezado(a),

Você respondeu e nós te ouvimos!

Segue a resposta de nossa estrategista de câmbio, Fernanda Consorte.



Espero que goste! Obrigado!


Você perguntou, nós respondemos:

Quanto custa comprar moedas e enviar remessas?



Já devo ter mencionado que estou nessa vida de instituições financeiras há alguns bons anos... e desde o início (aposto que muitos irão se identificar) recebo a seguinte pergunta: “Vou viajar, quando é melhor comprar dólar?”. Ah, meus amigos, ninguém sabe disso. Mas uma coisa que eu sei é que comprar dólares não está somente no preço negociado nos mercados, o famoso “preço de tela”.

Tem uma coisa que é importante sabermos que existe: o custo Brasil. Explico: uma das grandes reclamações de investidores estrangeiros no Brasil é de que há mudanças constantes nas regras tributárias brasileiras, e, portanto, não há como traçar um plano de longo prazo.

Assim, entre vários determinantes para esse custo Brasil estão os temíveis e mutantes impostos. Quando lemos por aí que a carga tributária no Brasil é alta, não é à toa não. Nossa carga tributária é de cerca de 33%, maior nível entre países emergentes e vizinhos. Uma das formas que essa carga tributária nos afeta é quando optamos pela compra de moeda estrangeira ou mesmo enviar remessas ao exterior.

Por exemplo, ao decidir comprar papel-moeda estrangeira, terá que se pagar a cotação informada pela sua casa/ agente/ banco de câmbio somada a um imposto (IOF – imposto sobre operações financeiras) de 1,1%. O mesmo ocorre na decisão de enviar remessas; neste caso, o IOF pode variar de 0,38% a 1,1%, a depender da ação (envio para uma conta corrente sua no exterior, ou envio para manutenção de um residente, etc.). E lembrem-se que, caso resolvam usar seu cartão de crédito no exterior, será cobrado um imposto de 6,38% por compra. Sim, caro mesmo.

Vale mencionar que, na semana passada, houve notícias de que o governo alteraria as alíquotas do IOF cobrado em operações cambias, unificando-as e criando apenas duas alíquotas. Lembrem-se de que o IOF arrecada cerca de R$ 5 bilhões por ano; assim, o governo não pode, nesse momento, se dar ao luxo de diminuir esse montante. Acredito, meus amigos, que por ora não temos como escapar do custo Brasil. Quem sabe no futuro, após a reforma da Previdência, tenhamos uma reforma tributária que facilite nossa vida.

Fernanda Consorte
Estrategista de Câmbio
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Nota da Autora

Talvez existam pessoas que tenham o heroísmo (ou a cara de pau?) de fazer projeções com forte grau de convicção para a taxa de câmbio brasileira. Eu, economista de formação, com mais de 10 anos andando nesse mercado de inconstâncias, prefiro dizer que sou capaz de dar opiniões, quiçá direções para essa variável. Humildade posta, eventualmente tomarei a frente para dar opiniões sobre fatos que podem gerar consequências no mercado, tentando desvendar quem vem primeiro: o ovo ou a galinha.
       
       

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