O que é hedge e swap cambial?

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Você perguntou, nós respondemos:

O que é hedge e swap cambial?



Eis aqui o exemplo de complexidade que deveria ser desmistificada nos ambientes financeiros. Para tanto, vamos começar pelo significado das palavras em português. A palavra hedge em inglês pode ser traduzida pelo substantivo de “cerca/ barreira/ proteção” ou pelo verbo de “limitar/ cercar”. Ou seja, somente pela tradução, já podemos supor que quando falamos em hedge cambial, estamos falando em limitar/proteger o montante de câmbio da operação. Assim, a ideia principal quando fazemos uma operação de hedge cambial é diminuir ao máximo a perda de dinheiro com as variações do dólar – sobre a qual falamos diversas vezes ser muito volátil (ver relatório publicado em 08/out/18, em que discutimos o porquê a taxa de câmbio é tão volátil no Brasil) –, em todas as operações em que usamos o câmbio, como importações, exportações, investimentos no exterior e negociações na bolsa de valores, etc...

Para tanto, usamos artifícios do mercado futuro. Antes que pense em cartomantes e astrologia, o que é inevitável, explico que o “mercado futuro” é aquele em que os agentes estimam como estará a cotação do dólar nos próximos meses, considerando a conjuntura mundial naquele momento. Aquele exemplinho que sempre ajuda a iluminar os pensamentos:

Uma empresa exportadora, fabricante de veículos pesados, recebe um pedido para construir caminhões no valor US$ 10 milhões, mas o pagamento só vai acontecer daqui a 10 meses. Para saber qual será o lucro real dessa venda em reais (R$), seria necessário considerar a variação cambial nesse período.
Se der uma “ziquizira” no governo, e o dólar chegar a US$/R$ 4,20 de novo, essa empresa pode garantir o faturamento de R$ 42 milhões. Mas se todas as reformas forem aprovadas rapidamente e a China voltar a crescer (vai que...) e o dólar for para R$3,00, a receita passará a ser de somente R$ 30 milhões. Para evitar essa adrenalina, a empresa faz um planejamento de Hedge. Ou seja, busca no mercado financeiro interessados em pagar um valor fixo na moeda pelos próximos dez meses. Assim, ela garante o preço de venda, evitando possíveis perdas de dinheiro. Pegou?????

Mas veja, esse mercado é sofisticado e há diversos instrumentos (de derivativos). A combinação desses instrumentos permite a montagem de diversas operações de hedge. Vou citar alguns deles, mas já antecipo que o famoso swap cambial estará na lista:

Opções de compra de dólar (call): Uma opção de compra que garante o direito de comprar um ativo a um preço determinado antecipadamente. Para isso, paga-se uma fração do montante (o prêmio) e o portador pode exercer esse direito até um determinado dia. Se ele não exercer sua opção, perde o valor do prêmio. A vantagem aqui é que essa operação exige menos dinheiro para fazer seu hedge.

Contratos futuros de dólar: São contratos fechados entre um comprador e um vendedor, através da Bolsa de Valores ou bancos. Esses contratos acompanham a oscilação do dólar no mercado à vista. Se o dólar subir, o comprador do contrato vai receber do vendedor o equivalente em reais a essa variação, dia a dia. Quando o contrato vencer, a soma das variações deverá compensar a variação do câmbio. Do mesmo jeito que o anterior, há menos dinheiro envolvido no início da operação, no entanto, esse tipo de hedge tem um custo. A B3 exige que o investidor deposite garantias em dinheiro ou títulos para poder operar, o que eleva a quantidade de dinheiro necessária para se fazer o hedge.

Swap Cambial (olha ele aí!!!!) : Em inglês significa troca, permuta. Assim, indica uma operação pela qual duas empresas concordam em “trocar” dívidas. E é parecido com o exemplo anterior, e equivale uma venda futura de dólares.
Por exemplo, uma importadora (empresa 1) endividada em dólares faz um swap de moedas com um banco (empresa 2): A importadora deve pagar essa dívida ao mercado considerando a variação cambial no período somada a uma determinada taxa de juros. Nesse caso, a importadora está devendo em dólares no exterior (exposta, portanto, a variação cambial), então para zerar o risco dessa exposição, a empresa troca variação cambial por uma taxa de juros em reais junto a um banco no brasil.
O banco tem de pagar o equivalente em dólares ao valor contratado do swap. Se a cotação do dólar subir além do esperado, o aumento da dívida da empresa será coberto pelo que o banco pagará à importadora.

Gostou, né? Quer saber mais? Não é para me gabar não, mas nós aqui, no Banco Ourinvest, somos campeões nesses instrumentos de derivativos. Sugiro nos ligar!
Fernanda Consorte
Estrategista de Câmbio
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Nota da Autora

Talvez existam pessoas que tenham o heroísmo (ou a cara de pau?) de fazer projeções com forte grau de convicção para a taxa de câmbio brasileira. Eu, economista de formação, com mais de 10 anos andando nesse mercado de inconstâncias, prefiro dizer que sou capaz de dar opiniões, quiçá direções para essa variável. Humildade posta, eventualmente tomarei a frente para dar opiniões sobre fatos que podem gerar consequências no mercado, tentando desvendar quem vem primeiro: o ovo ou a galinha.
       
       

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