CAUSA OU CONSEQUÊNCIA? O OVO OU A GALINHA?
Meros mortais



CAUSA: Conforme venho comentando há semanas, estamos à mercê dos desdobramentos internacionais. Então #ficaadica do que devemos acompanhar:

1 - Preços de petróleo: sabemos a importância desta commodity para o Brasil — por exemplo, o tamanho da Petrobrás —, e sabemos também que o preço do petróleo se forma no exterior, com grande influência da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo). Desde outubro, os preços despencaram mais de 20% e tem influenciado as variações das moedas dos emergentes.
2 - Guerra Comercial EUA e China: Houve uma trégua que foi abalada pela prisão da empresária chinesa. A relação política entre os países está complicada, e ambos os países são os maiores importadores de produtos brasileiros.
3 - Taxa de juros nos EUA: recentemente, o humor de desaceleração global e dados econômicos mais contidos têm apontado uma postura mais acomodatícia do FED, sugerindo que o ciclo de alta de juros no EUA está no fim – isso seria positivo para as moedas de emergentes.
4 - Evolução do acordo do Brexit, a cereja do bolo num mundo já com bastante aversão a risco.


CONSEQUÊNCIA: Com tanta coisa acontecendo no mundo, o real se junta ao “balaio” de outras moedas emergentes, e dança conforme a música, esquecendo os fundamentos internos. Por isso esse patamar rodando acima de R$ 3,90, nos últimos dias. O BC fez leilão de linha ontem, amenizando a cotação por hoje. Mas a verdade é que, enquanto não tivermos um novo governo ativo, ressaltando nossos bons fundamentos e trazendo mudanças, seremos meros mortais.
Fernanda Consorte
Estrategista de Câmbio
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Nota da Autora

Talvez existam pessoas que tenham o heroísmo (ou a cara de pau?) de fazer projeções com forte grau de convicção para a taxa de câmbio brasileira. Eu, economista de formação, com mais de 10 anos andando nesse mercado de inconstâncias, prefiro dizer que sou capaz de dar opiniões, quiçá direções para essa variável. Humildade posta, eventualmente tomarei a frente para dar opiniões sobre fatos que podem gerar consequências no mercado, tentando desvendar quem vem primeiro: o ovo ou a galinha.

CAUSA OU CONSEQUÊNCIA? O OVO OU A GALINHA?
Do céu ao inferno em poucos dias



CAUSA: Na minha última nota, há meros 3 dias, eu disse que os emergentes estavam em festa. Mas como a linguagem popular nos ensinou, “festa de pobre — emergentes, para sermos mais elegantes — dura pouco”. Nesse caso, durou 1 dia.

Logo na terça-feira começou um ceticismo em relação à trégua comercial travada entre EUA e China na reunião do G20, no fim de semana. E hoje, amanhecemos com a notícia de que uma diretora executiva da gigante empresa de telecomunicações chinesa Huawei foi detida no Canadá, no último sábado, a pedido dos Estados Unidos. A prisão da executiva, que é filha do fundador da Huawei, está relacionada à suposta violação de sanções americanas contra o Irã. Azedou.

CONSEQUÊNCIA: Assim, meus amigos, o conflito político entre os dois países (China e EUA) que parecia ter sido amenizado, foi fortalecido com essa notícia. Acredito que a China terá de fazer esforços comerciais hercúleos para deter perdas de confiança dos investidores e, portanto, aumento do dólar em relação a praticamente todos os emergentes; inclusive nós brasileiros, que não temos nada a ver com o “azedume”. Os emergentes, que começaram a semana em festa, foram do céu ao inferno em poucos dias.
Fernanda Consorte
Estrategista de Câmbio
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Nota da Autora

Talvez existam pessoas que tenham o heroísmo (ou a cara de pau?) de fazer projeções com forte grau de convicção para a taxa de câmbio brasileira. Eu, economista de formação, com mais de 10 anos andando nesse mercado de inconstâncias, prefiro dizer que sou capaz de dar opiniões, quiçá direções para essa variável. Humildade posta, eventualmente tomarei a frente para dar opiniões sobre fatos que podem gerar consequências no mercado, tentando desvendar quem vem primeiro: o ovo ou a galinha.

CAUSA OU CONSEQUÊNCIA? O OVO OU A GALINHA?
Climão: Falta de liquidez ou mau humor global?



CAUSA: Sabe aquela sensação de “climão” após alguém soltar uma piada mal colocada no grupo do WhatsApp? Pois então, essa é a sensação dos mercados nesta semana. Os investidores globais estão colocando na conta uma reavaliação dos preços dos ativos globais, diante da combinação da Guerra Comercial entre EUA vs China (e, eventualmente, outro país) e tensões geopolíticas com a evolução do Brexit – ambos eventos sem definição clara.
Há também a dúvida sobre a política monetária nos EUA (continuará subindo os juros ou não?), quando os indicadores econômicos não mostram uma conclusão efetiva.
Para ajudar, o preço do petróleo despenca com a indefinição dos países participantes da OPEP (se vão reduzir a produção de petróleo ou não), contaminando outros preços de ativos.

CONSEQUÊNCIA: Com isso, os investidores globais passaram a reavaliar os níveis de liquidez em 2019 (quantidade de dinheiro disponível no mercado), o que contribui ainda mais para esse climão. Assim, ficamos sem saber se os preços estão reagindo ao medo de falta de liquidez ou a um mau humor com a situação econômico-política. O fato é: o que está pesando nas cotações de dólar nesta semana é esse climão. Nos resta esperar, o tempo cura.
Fernanda Consorte
Estrategista de Câmbio
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Nota da Autora

Talvez existam pessoas que tenham o heroísmo (ou a cara de pau?) de fazer projeções com forte grau de convicção para a taxa de câmbio brasileira. Eu, economista de formação, com mais de 10 anos andando nesse mercado de inconstâncias, prefiro dizer que sou capaz de dar opiniões, quiçá direções para essa variável. Humildade posta, eventualmente tomarei a frente para dar opiniões sobre fatos que podem gerar consequências no mercado, tentando desvendar quem vem primeiro: o ovo ou a galinha.

CAUSA OU CONSEQUÊNCIA? O OVO OU A GALINHA?
A corda arrebenta no lado mais fraco



CAUSA: Semana passada, mencionei o movimento de aversão global. Pois bem, ele se intensificou na segunda-feira, e daí, meu amigo, nós meros brasileiros emergentes vimos o real subindo acima de US$/ R$ 3,91. E daí?
O Banco Central chamou dois leilões de linha com oferta total de US$ 2 bilhões (venda de dólar no mercado à vista, a partir das reservas internacionais. Entretanto, os dólares têm de ser devolvidos ao BC nos meses seguintes. Durante esse período, ficam no mercado, melhorando a liquidez). Embora leilões de linhas não tenham uma relação clara com contenção de variações cambiais, como o swap cambial, sugerem que o BC está atento e disposto a agir. Lá fora, há uma certa expectativa positiva sobre a reunião entre Trump e Xi Jinping prevista para a próxima sexta-feira, com o intuito de amenizar a “guerra comercial”.

CONSEQUÊNCIA: Com isso, voltamos ao patamar mais próximo a US$/ R$ 3,85 (ufa!), que faz mais sentido com os atuais fundamentos externos, enquanto não vemos nenhuma ação do novo governo – e nem daria, porque ele ainda não começou, e estamos num momento sazonalmente desfavorável para isso: quase férias no legislativo. Ou seja, até janeiro/fevereiro (para não falarmos do carnaval) estaremos ao sabor do mercado internacional, e daí, meu amigo, importante lembrar que a corda sempre arrebenta do lado mais fraco.
Fernanda Consorte
Estrategista de Câmbio
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Nota da Autora

Talvez existam pessoas que tenham o heroísmo (ou a cara de pau?) de fazer projeções com forte grau de convicção para a taxa de câmbio brasileira. Eu, economista de formação, com mais de 10 anos andando nesse mercado de inconstâncias, prefiro dizer que sou capaz de dar opiniões, quiçá direções para essa variável. Humildade posta, eventualmente tomarei a frente para dar opiniões sobre fatos que podem gerar consequências no mercado, tentando desvendar quem vem primeiro: o ovo ou a galinha.

CAUSA OU CONSEQUÊNCIA? O OVO OU A GALINHA?
Enquanto seu (nome) não vem...



CAUSA: Semana ruim para os mercados locais devido a: (1) ausência de mais confirmações de nomes para cargos no próximo governo (e nem o Levy no BNDES foi suficiente para amenizar essa pressão, pois o mercado quer mais, sempre mais – ô rapaz mimado!) e (2) sinalização de postergação da reforma da Previdência para 2019 (naive quem tinha esperanças de que no soar do Jingle Bells tivéssemos uma aprovação tão complexa, mas como ando me surpreendendo, melhor não falar alto...).
Para hoje, ainda esperamos anúncio do ministro das Relações Exteriores (Itamaraty) e do Meio Ambiente, mas ainda falta o mais importante: o presidente do BC; quem assumirá a Câmara e o Senado (mandatório em um momento de necessidade vital de reformas).

Lá fora, o petróleo ajusta após mais de dez dias seguidos de queda. China mostrou dados mistos, com indústria acelerando em outubro, mas varejo com menor avanço nos últimos cinco meses. E a Europa de olho no desenrolar do Brexit. E já ocorre uma ligeira aceleração da inflação americana. Nada muito auspicioso para emergentes.

CONSEQUÊNCIA: Com isso, o dólar segue ao sabor do cenário internacional (esses ~US$/R$ 3,8), enquanto não temos “boas notícias” no cenário local – leia-se nomes que promovam maior articulação no Congresso e continuidade do bom trabalho no Banco Central. Temos que esperar enquanto o homem/nome/pessoa não vem.
Fernanda Consorte
Estrategista de Câmbio
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Talvez existam pessoas que tenham o heroísmo (ou a cara de pau?) de fazer projeções com forte grau de convicção para a taxa de câmbio brasileira. Eu, economista de formação, com mais de 10 anos andando nesse mercado de inconstâncias, prefiro dizer que sou capaz de dar opiniões, quiçá direções para essa variável. Humildade posta, eventualmente tomarei a frente para dar opiniões sobre fatos que podem gerar consequências no mercado, tentando desvendar quem vem primeiro: o ovo ou a galinha.
       
       

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